Papa Francisco escreve hoje (20) carta inedita sobre abuso sexual na Igreja Católica; Leia texto na íntegra

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração ao constatar mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também em suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.

1. Um membro sofre?

Nestes últimos dias, um relatório foi divulgado detalhando aquilo que vivenciaram pelo menos 1.000 sobreviventes, vítimas de abuso sexual, de poder e de consciência, nas mãos de sacerdotes por aproximadamente setenta anos. Embora seja possível dizer que a maioria dos casos corresponde ao passado, contudo, ao longo do tempo, conhecemos a dor de muitas das vítimas e constamos que as feridas nunca desaparecem e nos obrigam a condenar veementemente essas atrocidades, bem como unir esforços para erradicar essa cultura da morte; as feridas “nunca prescrevem”. A dor dessas vítimas é um gemido que clama ao céu, que alcança a alma e que, por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado. Mas seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenciá-lo ou, inclusive, que procuraram resolvê-lo com decisões que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade. Clamor que o Senhor ouviu, demonstrando, mais uma vez, de que lado Ele quer estar. O cântico de Maria não se equivoca e continua a se sussurrar ao longo da história, porque o Senhor se lembra da promessa que fez a nossos pais: «dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 51-53), e sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz.

Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar, que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos. Faço minhas as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via Sacra escrita para a Sexta-feira Santa de 2005, uniu-se ao grito de dor de tantas vítimas, afirmando com força: «Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência!… A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)» (Nona Estação).

2. Todos os outros membros sofrem com ele.

A dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse facto de maneira global e comunitária. Embora seja importante e necessário em qualquer caminho de conversão tomar conhecimento do que aconteceu, isso, em si, não basta. Hoje, como Povo de Deus, somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a história do presente e do futuro, num âmbito onde os conflitos, tensões e, especialmente, as vítimas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma mão estendida que as proteja e resgate da sua dor (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228). Essa solidariedade exige que, por nossa vez, denunciemos tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa. Uma solidariedade que exige a luta contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual «porque trata-se duma cegueira cómoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo e muitas formas subtis de autorreferencialidade, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14)» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 165). O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).

Reconheço o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam à integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da “tolerância zero” e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes. Tardamos em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas confio que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.

Juntamente com esses esforços, é necessário que cada batizado se sinta envolvido na transformação eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transformação exige conversão pessoal e comunitária, e nos leva dirigir os olhos na mesma direção do olhar do Senhor. São João Paulo II assim o dizia: «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 49). Aprender a olhar para onde o Senhor olha, estar onde o Senhor quer que estejamos, converter o coração na Sua presença. Para isso nos ajudarão a oração e a penitência. Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor[1], que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o “nunca mais” a qualquer tipo e forma de abuso.

É impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação activa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas[2]. Isto se manifesta claramente num modo anômalo de entender a autoridade na Igreja – tão comum em muitas comunidades onde ocorreram as condutas de abuso sexual, de poder e de consciência – como é o clericalismo, aquela «atitude que não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo»[3]. O clericalismo, favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo.

É sempre bom lembrar que o Senhor, «na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 6). Portanto, a única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro. Tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participação activa de todos os membros da Igreja, não será capaz de gerar as dinâmicas necessárias para uma transformação saudável e realista. A dimensão penitencial do jejum e da oração ajudar-nos-á, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irmãos feridos, como pecadores que imploram o perdão e a graça da vergonha e da conversão e, assim, podermos elaborar acções que criem dinâmicas em sintonia com o Evangelho. Porque «sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual» (Exort. ap.Evangelii gaudium, 11).

É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros. A consciência do pecado nos ajuda a reconhecer os erros, delitos e feridas geradas no passado e permite nos abrir e nos comprometer mais com o presente num caminho de conversão renovada.

Da mesma forma, a penitência e a oração nos ajudarão a sensibilizar os nossos olhos e os nossos corações para o sofrimento alheio e a superar o afã de domínio e controle que muitas vezes se torna a raiz desses males. Que o jejum e a oração despertem os nossos ouvidos para a dor silenciada em crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais. Jejum que nos dá fome e sede de justiça e nos encoraja a caminhar na verdade, dando apoio a todas as medidas judiciais que sejam necessárias. Um jejum que nos sacuda e nos leve ao compromisso com a verdade e na caridade com todos os homens de boa vontade e com a sociedade em geral, para lutar contra qualquer tipo de abuso de poder, sexual e de consciência.

Desta forma, poderemos tornar transparente a vocação para a qual fomos chamados a ser «um sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano» (Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 1).

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele», disse-nos São Paulo. Através da atitude de oração e penitência, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunitária com essa exortação, para que cresça em nós o dom da compaixão, justiça, prevenção e reparação. Maria soube estar ao pé da cruz de seu Filho. Não o fez de uma maneira qualquer, mas permaneceu firme de pé e ao seu lado. Com essa postura, Ela manifesta o seu modo de estar na vida. Quando experimentamos a desolação que nos produz essas chagas eclesiais, com Maria nos fará bem «insistir mais na oração» (cf. S. Inácio de Loiola, Exercícios Espirituais, 319), procurando crescer mais no amor e na fidelidade à Igreja. Ela, a primeira discípula, nos ensina a todos os discípulos como somos convidados a enfrentar o sofrimento do inocente, sem evasões ou pusilanimidade. Olhar para Maria é aprender a descobrir onde e como o discípulo de Cristo deve estar.

Que o Espírito Santo nos dê a graça da conversão e da unção interior para poder expressar, diante desses crimes de abuso, a nossa compunção e a nossa decisão de lutar com coragem.

Francisco

Cidade do Vaticano, 20 de Agosto de 2018.

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Prefeitura de Irecê realiza três competições esportivas no final de semana

Por Ascom PMI

Fotos: Ascom Irecê

O esporte de Irecê segue a todo vapor. No último fim de semana três competições agitaram a cidade com jogos em diversas modalidades: No sábado teve mais uma rodada da Copa Escolar, uma das mais tradicionais competições esportivas de Irecê.

O evento, realizado pela  Prefeitura de Irecê, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, envolve cerca de 600 estudantes de 14 escolas públicas e privadas de Irecê e municípios vizinhos, como Lapão, João Dourado, Morro do Chapéu e Uibaí. A disputa faz parte do calendário do Jeri – Jogos Escolares da Região de Irecê 2018.

Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Valderi Carvalho, a Copa Escolar é uma grande oportunidade para estimular a prática de esportes entre os jovens estudantes e também a possibilidade de revelar novos talentos esportivos. “A competição acontece no Ginásio de Esportes de Irecê, que passou recentemente  pela sua primeira grande reforma”, destacou. Com investimento no valor de aproximadamente R$ 600 mil, oriundos do convênio celebrado entre Governo do Estado e a  Prefeitura de Irecê, o espaço, um dos principais equipamentos esportivos do município, teve o piso totalmente trocado, além da manutenção elétrica e hidráulica, e pintura. “Esse foi grande investimento feito para fomentar a prática esportiva na vida dos nossos estudantes, que são o futuro”.

Também no sábado teve início a Copa Rural, competição com 12 equipes, divididas em três grupos. O projeto foi viabilizado graças a parceria da Prefeitura de Irecê com a Superintendência de Desportos (Sudesb) da Secretaria de Trabalho, Esporte, Emprego e Renda da Bahia.

Segundo o prefeito Elmo Vaz, a Copa Rural Ireceense movimentará os campos de futebol espalhados pelo município no segundo semestre. “A competição faz parte do nosso objetivo de manter um calendário esportivo na cidade funcionando ao longo do ano”, explica. “Já realizamos o campeonato ireceense de futebol master, resgatando os atletas veteranos com uma competição bonita e muito disputada”, completou, destacando que este ano a Copa Rural terá também um torneio feminino, com oito clubes na disputa.

O fim de semana contou ainda com mais uma rodada do Campeonato Ireceense de futebol. A competição, que não foi realizada entre 2013 e 2016, acontece no estádio Joviniano Dourado Lopes, o Douradão. “A retomada dos eventos esportivos no Douradão mostra a valorização do nosso governo ao esporte local. Temos talentos em todas as modalidades, que precisam e serão incentivadas”, afirmou o prefeito Elmo Vaz.

Confira os resultados de todas as competições:
Copa Rural

Sábado: Angical 6 × 0 Queimada dos Florianos (na sede do Angical)
Domingo: Itapicuru 5 × 0 Umbuzeiro (na sede do Itapicuru)

Campeonato Ireceense

Vitória 3 × 1 Revelação  (Estádio Douradão)

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Prefeito de Central Uilson Monteiro da Silva é denunciado ao Ministério Público Estadual

Por Ascom TCM Bahia 

O Tribunal de Contas dos Municípios, na quarta-feira (08/08), votou pela procedência de denúncia formulada por vereadores do município de Central contra o prefeito Uilson Monteiro da Silva do PSD – Partido Social Democrático, por irregularidades na contratação direta de escritório de advocacia durante situação de emergência decretada no município.

O conselheiro José Alfredo Dias, relator do parecer, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que seja apurada a eventual prática de ato de improbidade administrativa. O prefeito ainda foi multado em R$8 mil.

O gestor, em seu defesa, não conseguiu demonstrar a notória especialização da empresa contratada, nem a natureza singular dos serviços prestados, que são requisitos indispensáveis à inexigibilidade de licitação. Segundo a relatoria, esses requisitos devem ser demonstrados objetivamente nos respectivos processos administrativos, e não apenas através de mera arguição retórica.

Também não foi demonstrada, de forma inquestionável, a ausência de alternativas ou de concorrência para a prestação dos serviços que se pretendia contratar, já que a alegação da defesa, de que se trataria de um “serviço especialíssimo, sem concorrência no mercado”, não encontra nenhum respaldo nos documentos apresentados.

O Ministério Público de Contas também se manifestou pela procedência da denúncia com multa proporcional à gravidade das ilegalidades cometidas.

Cabe recurso da decisão.

Com edição de Juliano Ferreira

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Confira a programação completa da Fligê – Feira Literária de Mucugê-BA em formato pdf

Por Juliano Ferreira

Acesse aqui o livro com a programação completa da Fligê – Feira Literária de Mucugê, que acontece desde ontem, (16) e vai até o dia 19 com uma grande diversidade de atrações culturais e literárias.

Saiba mais:

Fligê – Feira Literária de Mucugê: Literatura e Resistência – A vida nos rastros da palavra começa hoje (16)

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Salvador: II Seminário Internacional do Direito do Trabalho e Processual do Trabalho acontece hoje (17)

Por Ascom Abprev

Presidente da ABPREV – Bahia, Nildes Carvalho. Foto: Ascom

Com o tema “uma visão interdisciplinar dos Diretos Fundamentais, Direito Previdenciário, Direitos Humanos, Direitos Sociais e Acesso à Justiça”, o II Seminário Internacional do Direito do Trabalho e Processual do Trabalho vai ser realizado nesta sexta-feira (17) de agosto, no Versátil Ondina Eventos (Ondina Apart Hotel), em Salvador. Será conferido aos participantes o certificado do curso.

Realizado pela ABPREV Brasil (Associação Brasileira de Defesa dos Direitos Previdenciários Acidentários e Consumidores) e Comissão Organizadora Internacional dos Alunos do Doutorado em Direito da Universidade de Buenos Aires (UBA), o seminário têm como coordenadores científicos o Professor Dr. Wilson Alves de Souza, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Professora Dra. Viridiana Diaz Aloy, da Universidad Buenos Aires (UBA), da Argentina. E conta com palestrantes renomados de diversos estados do Brasil e grandes nomes da Argentina.

São esperados no evento advogados, baracheis em direito, juízes, servidores, estudantes de medicina, médicos, professores, profissionais correlatos, empresários, trabalhadores, aposentados e demais interessados que atuam na área trabalhista, previdenciária, cível, constitucional e direitos humanos. Participará do ciclo de palestras o doutor em filosofia do Direito pela UBA, Dr. Ricardo Rabinovich-Berkman, com “ARBEIT MACTH FREI: Breve reflexão antropológica-jurídica sobre o conceito do trabalho nos séculos XX-XXI”. A doutoranda em Direito do Trabalho pela UBA, especialista em Gestão Pública pela UFBA e presidente da ABPREV – Bahia, Nildes Carvalho, fará o painel “Análise da Reforma Previdenciária e seus impactos na vida dos trabalhadores”.

“Trabalho autônomo e dependente em plataformas digitais” também será discutido com a Professora adjunta da Faculdade de Direito e Ciências Econômicas da UBA, Dra. Viridiana Diaz Aloy. O pós-doutor em Direito pela Universitá degli Studi di Roma La Sapienza, especialista em Direito Privado pela UFBA, Dr. Ricardo Maurício Freire Soares, falará sobre a “Eficácia dos direitos fundamentais nas relações sociais: possibilidades e controvérsias.”.

Diretamente de Goiás, o doutorando em Direito Penal pela UBA, Augustus Marinho Bilac, vai tratar do tema “Responsabilidade política criminal sobre a análise trabalhista no âmbito internacional”. De São Paulo, outra doutoranda da UBA, advogada especialista em Direito Público e Processo do Trabalho, Maria do Carmo Santos, vai gerir o painel “Direito fundamental à saúde, sua judicialização e o limite da jurisdição”.

Entre os demais palestrantes estarão Dr. David Duarte e Dra. Isabel Cristina González Nieves, que virão da Argentina. O presidente da Associação Baiana dos Advogados Trabalhistas (ABAT), Dr. Jorge Otávio Oliveira Lima, e os professores da UFBA, Dr. Wilson Alves de Souza, Dr. Luciano Martinez, Dr. Dirley da Cunha Junior e Dr. Sérgio Habbib, também farão parte do grupo de expositores. Do sul do País, virão as doutorandas pela UBA, Marilú Antunes da Silva (Santa Catarina) e Karen Multiterno de Andrade (Rio Grande de Sul).

O II Seminário Internacional do Direito do Trabalho e Processual será realizado das 8h às 18h e o encerramento ficará a cargo de ALS Alex Sander e Banda Tall. O encontro, além de ser importante para a formação acadêmico-científica, pode ser uma oportunidade de rever colegas e criar novos laços para formação de network.

Inscrições – As inscrições podem ser realizadas no site da ABPREV (www.abprevbrasil.com.br) com desconto e parcelamento no cartão de crédito. Para estudantes e associados da ABPREV, o investimento é de R$60 (sessenta reais). Para advogados e demais profissionais, R$90 (noventa reais). Quem indicar um amigo poderá ter desconto. Inscrição mediante “Casadinha’ terá o valor de R$ 40 (quarenta reais) para estudantes e associados da ABPREV, e de R$ 70 (setenta reais) para advogados e demais profissionais.

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Fligê – Feira Literária de Mucugê: Literatura e Resistência – A vida nos rastros da palavra começa hoje (16)

Por Juliano Ferreira

A Feira Literária de Mucugê-BA começa hoje (16) e vai até o dia 19 de agosto. As atrações são gratuitas.

Na programação, além de muito conhecimento e aprendizado, haverá Conferências, Rodas de conversas, Lançamentos de livros, Oficinas – Leituras performadas – Contação de estórias – Fligêcine – Fligezinha – Fligêetu.

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Câmara Municipal de Irecê: Reeleição da Mesa Diretora

Por Juliano Ferreira

Uma Comissão Especial foi criada e designada a dá parecer ao Projeto de Lei n° 01/2018 que altera a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa Legislativa permitindo a reeleição da Mesa Diretora atual.

A Comissão já emitiu parecer favorável a tramitação do Projeto, que agora vai para votação. A Comissão Especial é presidida pelo Vereador Fabiano Oliveira (Fabiano Bia) do PPS.

Os dados são da Câmara Municipal de Irecê.

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Memorial da vergonha

Por Juliano Ferreira

Iniciada na gestão de Joilton Francisco, enquanto presidente da Câmara de Irecê entre 2013 e 2014, o Memorial da Câmara nunca foi concluído e a obra está paralisada.

De acordo com dados do TCM-BA, o processo licitatório foi estimado em R$ 330.000,00 e a empresa que venceu o certame com a proposta de 329.929,73.

Deteriorado e diante da grave situação em que se encontra o memorial, a população de Irecê merece uma satisfação. Com a palavra Joilton Francisco.

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Em 20 meses de governo, Prefeitura de Irecê aumenta a qualidade e segurança do trânsito com uma série de obras, ações e serviços

Por Ascom PMI

Fotos: Ascom Irecê

Em pouco mais de um ano e meio de gestão municipalizada, o trânsito de Irecê, a maior cidade da região, experimentou grandes aprimoramentos na acessibilidade, segurança e qualidade no tráfego de veículos.

A atual gestão, imediatamente após assumir a administração municipal, montou o órgão municipal de trânsito, ainda como Coordenadoria Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) para cumprir a missão de cuidar do trânsito ireceense, historicamente de difícil controle. Após pouco mais de um ano e meio de atuação, a já reestruturada STM (Superintendência de Trânsito e Mobilidade) implementou várias ações que já melhoraram significativamente os índices de segurança e qualidade no tráfego local.

As melhorias no trânsito estão acontecendo de forma casada com o amplo investimento em infraestrutura urbana que a Prefeitura de Irecê está fazendo, por meio do Programa Municipal Urbaniza Irecê. Quase uma centena de vias urbanas receberam pavimentação. Uma delas, a Avenida Raimundo Bomfim, foi totalmente renovada com asfalto quente (CBUQ) e ganhou muito em qualidade para os condutores.

“Estamos trabalhando firme no desenvolvimento urbano, com várias obras de urbanização e também no trânsito, que era um setor carente de cuidados na história do nosso município. Implantamos o órgão municipal de trânsito, com autonomia e capacidade operacional, e estamos asfaltando mais de cem ruas e avenidas em menos de dois anos de trabalho. E vem muito mais por aí, nosso planejamento é amplo e de longo prazo para continuar desenvolvendo Irecê”, afirma o prefeito Elmo Vaz.

A STM de Irecê já fez e continua fazendo várias ações para continuar desenvolvendo o trânsito municipal e aumentar ainda mais a qualidade de vida da população.

Confira a lista de melhorias já implementadas em 20 meses de atuação:  

1- Instituição da Superintendência de Trânsito Municipal (STM), com poderes e autonomia para cuidar do trânsito e administrando as verbas para aplicar em educação, sinalização em geral, engenharia de trânsito, conforme determina o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB);

2- Organização e fiscalização do sistema municipal de táxi e mototaxi, garantindo que os profissionais trabalhem de forma digna, evitando o transporte clandestino, e trazendo ainda mais segurança aos passageiros;

3- Implementação, manutenção e ampliação da sinalização vertical e horizontal no município, incluindo a instalação e expansão da rede de semáforos;

4- Apoio aos eventos públicos, através de fechamentos, bloqueios e escoltas, garantindo a segurança de todos os participantes;

5- Implementação do sistema de Zona Azul, garantindo a democratização e disponibilização das vagas e fluidez do trânsito de veículos na área central da cidade;

6- Instituição do pátio e guincho municipal para dar apoio a fiscalização de trânsito, garantindo o direito de todos os usuários das vias públicas;

7- Instituição do sistema de capacitação continuada para os condutores de veículos oficiais;

8- Realização do concurso público para os agentes de trânsito municipal, que já estão atuando como polícia administrativa de trânsito, de forma educativa, fiscalizatória e punitiva, garantindo o cumprimento das normas de circulação, parada e estacionamento nas vias públicas da cidade;

9- Implementação do sistema de fiscalização eletrônica (radares) nas vias em que mais ocorrem acidentes, para garantir que os veículos transitem em velocidade segura e ao mesmo tempo com mais fluidez, graças a retirada dos antiquados redutores de velocidade, os famigerados quebra-molas;

10- Campanhas educativas em whatsapp, redes sociais e vias públicas, além de palestras de conscientização sobre segurança no trânsito;

11- Criação do perfil do órgão de trânsito em redes sociais como Facebook e Instagram, passando informações em tempo real com avisos sobre as mudanças no trânsito, obras em vias públicas e dicas em geral;

12- Instituição e treinamento da Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), garantindo o direito de todos usuários recorrerem de multas aplicadas;

13- Publicação da portaria de carga e descarga, garantindo o ordenamento do fluxo de caminhões nas vias centrais da cidade

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Irecê: Projeto escolar resgata memórias do Bairro São Francisco

Neste ano de 2018, a Escola Municipal Luiz Viana Filho do Bairro São Francisco emplacou mais um projeto de grande importância no que diz respeito ao resgate histórico/cultural da comunidade. Trata-se do Projeto Memórias do Bairro São Francisco, construído e impulsionado por reflexões e itinerâncias dos movimentos ocorridos durante a realização do Mestrado Profissional em Educação (2016/2017) pelo professor Jefferson Maciel, que atua como coordenador pedagógico na referida escola e teve contato direto com ações do Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologias (GEC) da Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“A ideia de montar e executar este projeto surgiu em diálogos com o professor Nelson Pretto (Professor da UFBA), um dos envolvidos com o Projeto Memória da Educação da Bahia. Os primeiros rabiscos desta ação, surge neste contexto, dentro da sala de GEC com forte influência do que já estavam realizando no referido grupo de pesquisa e no Componente Curricular Polêmicas Contemporâneas, que tem a orientação colaborativa do referido professor”, ressalta o coordenador pedagógico Jefferson Maciel.

Outro fator que fomentou a ideia do projeto foram as intensas viagens durante dois anos à Salvador no período do mestrado e o contato com os colegas Nelson Rodrigues, Bruno Carvalho, Osvaldo Oliveira e Valderi Carvalho. No trajeto de ida de e vinda de Irecê à capital aconteciam acalorados diálogos sobre diversas temáticas e a construção desta proposta também foi tema recorrentes nestas discussões.

As ideias foram sendo construídas gradativamente e somado a isto, levou-se em consideração o forte potencial que os estudantes da Escola Municipal Luiz Viana Filho desenvolveram com a contribuição do Instituto Brasil Solidário (IBS), trazendo várias formações voltadas para audiovisual (estas formações iniciaram em 2011 e até o momento ainda são propagadas na escola, inclusive com curso específico de audiovisual para os estudantes).

Vale ressaltar que o Projeto Memórias do Bairro São Francisco é uma forma de valorizar o referido bairro, que é martirizado e vítima de preconceitos diversos, por ser periférico com um contexto histórico e social ligados a marginalização. O bairro foi conhecido durante anos como Malvinas, em alusão à guerra entre Argentina e Reino ocorrido na Ilha das Malvinas. Muitos preferem ver apenas o contexto descrito, sem levar em consideração a linda história da comunidade e do seu povo.

O projeto acontece nas segundas-feiras, onde os estudantes do Ensino Fundamental II, acompanhados pelo coordenador pedagógico Jefferson Maciel, visitam moradores antigos do bairro em busca de memórias e relatos. Os estudantes manuseiam os equipamentos. A captação de imagens e sons são realizadas com o protagonismo dos mesmos. A edição também é feita com esta proposta, pois o trabalho é realizado de forma colaborativa, autoral e criativa. Com isto, conseguimos bons resultados e envolvimento dos estudantes que toda semana postam nas redes sociais os audiovisuais produzidos durante esta ação. A nossa ideia é construir um grande acervo aberto para que todos e todas possam conhecer e valorizar a nossa história.

Vale ressaltar que o projeto tem o apoio do Ponto de Cultura Ciberparque Anísio Teixeira e tem como objetivos principais pesquisar a história do bairro por meio da memória oral dos moradores mais antigos, integrar a escrita e a imagem como formas de organização das informações pesquisadas e socialização do conhecimento, desenvolver a atitude de colaboração, fomentando estudos sobre o passado da localidade, identificando as mudanças e as permanências nos hábitos, nas relações de trabalho, na organização do bairro no qual está inserida a escola, estimular à pesquisa para a valorização histórica/cultural da nossa comunidade.

Fotos: Estudantes participantes do Projeto Memórias do Bairro São Francisco.

Texto: Jefferson Teixeira

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