Atentado com caminhões-bomba deixa ao menos 230 mortos na Somália; mais de 350 pessoas estão feridas

A maioria dos mortos eram civis, principalmente vendedores ambulantes. Foto: Feisal Omar/Reuters

O atentado com dois caminhões-bomba cometido no sábado, (14) por supostos integrantes do grupo jihadista Al Shabab na capital da Somália, Mogadíscio, matou ao menos 231 pessoas e deixou mais de 350 feridas.

Os hospitais, escassos de medicamentos e sangue, estão superlotados de feridos. O ataque ao Safari Hotel e a um movimentado mercado da cidade é o pior já ocorrido na história do país com base no balanço de mortos, que ainda pode aumentar.

De acordo com a imprensa somali, a maioria dos mortos eram civis, principalmente vendedores ambulantes. Por enquanto, embora a mídia local e analistas considerem certo que Al Shabab está por trás do atentado, o grupo ainda não reivindicou a autoria do ocorrido.

Al Shabab, que em 2012 se filiou à rede internacional da Al Qaeda, controla parte do território no centro e no sul do país e tenta instaurar um Estado islâmico wahabista na Somália.

O país vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, o que deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados.

EFE/AP

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