Jornalista mexicano de rádio e TV é assassinado em Tabasco

Por Teresa Mioli/CA

O jornalista mexicano Juan Carlos Huerta foi morto em Tabasco na manhã de 15 de maio, no que parece ter sido um assassinato por encomenda. Sua morte ocorre no aniversário de um ano do assassinato do jornalista Javier Valdez, salientando a grave violência enfrentada pela imprensa mexicana.

Juan Carlos Huerta (Facebook)
Huerta estava saindo de sua casa em uma parte da cidade conhecida como Flor de Trópico quando seu carro foi bloqueado por homens armados em dois veículos. Eles atiraram contra o jornalista e o atingiram pelo menos quatro vezes, informou o site de notícias Tabasco HOY.

Uma mulher que estava com o jornalista no momento sobreviveu ao ataque, relatou o Diário de Tabasco.

O governador Arturo Núñez disse “parece que vieram para executá-lo”, segundo Aristegui Noticias.

Núñez disse que as autoridades estão fechando o acesso à cidade para encontrar os responsáveis, informou Milenio.

Vídeo do site de notícias La Silla Rota mostra presença de policiais fortemente armados na cena do crime.

Huerta era diretor geral da estação de rádio Sin Reservas, que fica em Villahermosa, Tabasco. A estação, que é transmitida ao vivo online em vídeo, celebrou recentemente seu aniversário de dois meses.

Em 8 de maio, Huerta postou uma nota comemorativa no Facebook, reconhecendo o sucesso da estação e agradecendo seus muitos seguidores e apoiadores.

Ele também foi apresentador do programa de televisão Notinueve no Canal 9.

A morte de Huerta ocorreu no aniversário de um ano do assassinato do jornalista Javier Valdez em Sinaloa. Para marcar o dia, jornalistas de todo o país realizam eventos para chamar a atenção para a violência contínua contra jornalistas no país e a impunidade que se segue em muitos casos.

Usuários de mídia social estão de luto pela morte de Huerta, ao mesmo tempo em que destacam o fato de que ocorreu no aniversário do assassinato de Valdez. A filial mexicana do El País escreveu: “O dia 15 de maio foi consolidado como um dia sombrio no jornalismo mexicano”.

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