Introdução a Teoria do Estado Transparente por Juliano Ferreira

Este é um documento wikicolaborativo, desenvolvido exclusivamente através do Facebook, com cópia de segurança em processador de texto Word e Google Doc. O objetivo é discutir em sala de aula os capítulos 8 e 9 do Livro acima citado e produzir aqui um texto reflexivo conforme orientação docente.

A proposta é experimentar aqui a Inteligência Coletiva proposta por Pierre Lévy na prática, cuja reflexão teórica vem sendo desenvolvida desde 1994 quando seu livro L´intelligence collective. Pour une anthropologie du cyberspace foi lançado e cuja tradução em língua portuguesa brasileira foi lançada em 1998.

O livro aqui apresentado é uma tradução em língua portuguesa e atualização realizada pelo professor e pesquisador André Lemos do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.

Foi escrito inicialmente pelo professor e pesquisador Pierre Lévy em francês cujo título original é Ciberdémocracie: Essai de Philosophie Politique e publicado em 2002. Lévy é Professor titular do Departamento de Comunicação da Universidade de Ottawa.

No capítulo 8 cujo título é Globalização e Ciberdemocracia Planetária, Lemos e Lévy (2010) fala da globalização política não somente como algo ligado à internet. Eles se preocupam em deixar claro que esta globalização se vincula a um sistema do conjunto midiático contemporâneo, compreendendo mídias de funções massiva e pós massiva (p. 157).

Os autores falam da potência do ciberespaço no que eles chamam de “mobile journalism” e do “citizen journalism” como formas de os cidadão potencializarem suas participações na esfera pública. Nesta globalização da visibilidade, afirmam Lemos e Lévy, é desafio da globalização fazer com que todas as vozes sejam ouvidas e que as liberdades individuais e a vida privada sejam respeitadas.

No que diz respeito a governança democrática, os autores fazem uma crítica ao capitalismo; onde mercadoria, moeda e informação se tornam indissociáveis separando cada vez mais os ricos dos excluídos. Único obstáculo para isto seriam os movimentos sociais ou leis limitadoras.

O desenvolvimento das novas formas de comércio no ciberespaço pede também novas formas de regulação, a liberdade de expressão e a facilidade de informação faz do ciberespaço também o órgão regulador. Uma vez que as leis nacionais deixam de existir nesse espaço.

O ciberespaço como único território efetivamente democrático na sociedade midiática de economia globalizada, um atalho de superação das desigualdades, criando novas formas de organização política, descentralizada e flexível.

Os argumentos são os seguintes:

Desenvolvimento de uma nova esfera pública na internet que possibilita o desenvolvimento autônomo de movimentos políticos e sociais. “As novas ágoras on-line permitem que novos modos de interação e de deliberação política venham à luz”;

Perspectiva de um governo democrático planetário, onde a globalização seja a força motora (lei democrática mundial);

Assim como o mercado as finalidades cívicas ou políticas podem se exercer livremente. O ciberespaço  dá possibilidade de escolher domínios interdependentes:

Consumo: saber o que estamos consumindo, avaliar o impacto do nosso consumo sobre a ótica econômica, social, ecológico ou político. EX: sites de consumo sustentável, direito da criança etc. “Devemos considerar o mercado on-line, como um instrumento de pilotagem, um vasto sistema eleitoral permanente no seio do qual cada compra representa um voto”. (LEMOS E LEVY, 2010, p.166)

Investimento: crescimento considerável de investimentos a longo prazo que obedecem a critérios de responsabilidade social, no mundo interconectado deteriorar o ambienta natural não é nada inteligente.

“Certamente sempre haverá desigualdades, uns serão mais ricos que outros, mas se pode prever que a maioria possuirá partes de grandes empresas, conseqüentemente, o poder de governo da multidão dos pequenos será cada vez mais determinante, para a elaboração da política das multinacionais, e isso em um contexto em que cada dia a informação e a discussão on-line se aperfeiçoarão”, Pag. 169.

LEMOS, A.; LEVY, P. O Futuro da Internet. Em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo: Paulus, 2010.

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