Ensaio: “Esqueçam os mortos porque eles não voltam mais” por Juliano Ferreira

Por Juliano Ferreira

O Cemitério de qualquer cidade ou povoado é um ótimo local para se analisar sociologicamente a classe social da família ao qual pertencia o defunto. Se o túmulo é de mármore ou granito observa-se logo que há uma condição financeira maior, água, velas e flores também são sinal de que os mortos descansam em paz.É também um lugar que revela surpresas, desde criança sempre gostei de desenhar cemitérios e agora como fotojornalista, trago esta série de imagens dos cemitérios de Fazenda Nova, povoado de Irecê, na Chapada Diamantina Setentrional e do cemitério da Vila de Campo Formoso e Barro Branco, de Presidente Dutra onde estão enterrados parte de meus ancestrais, ao meu bisavô Manoel Ferreira Mendes e minha tia Dalva (Ambos in memorian), dedico este ensaio.

Beber a água do cemitério e presentear os mortos com uma caneta é um signo de agradecimento por todo conhecimento legado por eles a mim.

Para finalizar, não tem como não me reportar ao documentário “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, do brasileiro Marcelo Massagão, uma breve história do século XX e que me impactou muito na disciplina de Mídia e Cultura em 2009 ministrada pela professora Macelle Khouri. O título do Ensaio é uma homenagem ao meu amigo Fábio Nunes, Pedagogo e Ouvidor do município de Irecê, natural de Juazeiro-BA e com quem aprendo tanto sempre com sua erudição impecável: “Esqueçam os mortos porque eles não voltam mais!”.

Com vocês, o Ensaio:

Partilhar: