Prefeitura de Irecê promove cronograma de atividades da campanha Outubro Rosa

Atividade do Outubro Rosa em Irecê-BA. Foto: Ascom/PMI

Por Ascom PMI

Começou na última segunda-feira (9) as ações da campanha Outubro Rosa em Irecê, promovidas pela Prefeitura municipal através da Secretaria de Saúde. O cronograma prevê atividades diversas de conscientização e atendimento, que vão visitar várias unidades da Rede Municipal de Saúde durante o mês de outubro. Uma média de aproximadamente 100 pessoas devem comparecer em cada unidade de saúde do município nos dias de realização da campanha, que tem como missão a conscientização sobre a importância da prevenção e o combate ao câncer de mama e do colo de útero.

O Outubro Rosa promove palestras sobre violência contra a mulher, câncer de colo do útero e câncer de mama, aulas de zumba, testagem rápida para sífilis realizadas pelo CTA/SAE (Centro de Testagem e Aconselhamento/Serviço de Atendimento Especializado), coleta de preventivo e agendamento do exame de mamografia para rastreamento, este último indicado para mulheres a partir de 40 anos.

No PSF dos bairros Fundação Bradesco, Paraíso, Vivendas 1 e 2, a programação envolveu também bastante animação, com muita música e atividades especiais, como o ‘dia da beleza’, com serviço de cabeleireiro, além da participação de estudantes da Faculdade FAI.  Para a coordenadora do serviço de Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Lívia Magna, a campanha será um momento muito importante para a saúde da mulher no município. “Serão dias de muito aprendizado para as nossas mulheres a respeito do câncer de mama, além de aprofundar o nosso vínculo com a comunidade”, afirma a coordenadora.

Para Terezinha Barros da Silva, moradora do bairro Fundação Bradesco, a campanha Outubro Rosa é um momento para incentivar as mulheres a cuidarem da própria saúde e também se integrarem com outras mulheres. “Essa ação é maravilhosa, acho que isso deveria ser feito em todos os meses e não só no mês de outubro, pois muita gente se acomoda e quando vem procurar o sistema de saúde já é tarde, então é questão de prevenção”, aponta ela.

Confira o calendário de atividades do Outubro Rosa em Irecê:

8/10 – PSF dos bairros Bradesco e Paraíso, pela manhã
10/10 – PSF do bairro Vivendas (I e II), pela manhã
16/10 – PSF do bairro Ginásio de Esportes, pela manhã
17/10 – PSF dos bairros Novo Horizonte e IEDA – Boa Vista, pela manhã
18/10 – PSF dos povoados de Itapicuru, Fazenda Nova e Umbuzeiro, pela manhã
19/10 – PSF do Centro (I e II), pela manhã
22/10 – Saúde da Mulher, a tarde
23/10 – PSF do bairro Vila Esperança, pela manhã
23/10 – PSF do bairro Vila Nobelino, a tarde
24/10 – PSF dos bairros Alto do Moura e São Francisco, pela manhã
25/10 – PSF dos povoados de Angical e Queimada do Floriano, pela manhã
26/10 – PSF dos bairros Lagoa de Tió, São José e Baixão de Sinésia, a tarde
31/10 – PSF dos bairros Paulo Freire e Arnóbio Batista, pela manhã

Prefeito de Irecê vistoria obra de avenida que ligará Mercadão a BA-052

Foto: Ascom PMI.

Por Ascom PMI

A nova avenida que ligará o Mercadão de Irecê até a BA-052 foi vistoriada na tarde da última terça-feira (25) pelo prefeito Elmo Vaz (PSB) e a equipe da Secretaria de Infraestrutura. Na ocasião, o gestor municipal acompanhou de perto o andamento da obra, que servirá como mais uma entrada da cidade.

Segundo Elmo Vaz, a pavimentação desse trecho vai contribuir ainda mais para o progresso do município. “É importante pensar no presente e também no futuro de Irecê”, destacou o prefeito. “Essa é uma demanda histórica, mais um obra fundamental para o crescimento da cidade”, completou, destacando que a obra está sendo feito por meio de um convênio com a Codevasf, com recurso oriundo de emenda parlamentar do deputado federal Luiz Caetano (PT), no valor de R$1 milhão.

Papa Francisco acolhe pedido de renúncia de bispo acusado de desviar R$ 2 milhões em dízimos da Diocese de Formosa

Por Murillo Velasco/G1 GO*

Anúncio foi publicado em boletim do Vaticano e foi divulgado pela CNBB; Dom José Ronaldo e cinco padres estão respondendo a processo sobre desvio de dinheiro da Igreja Católica.

Papa Francisco acolheu, nesta quarta-feira (12), o pedido de renúncia de Dom José Ronaldo, acusado dedesviar, junto com outros cinco padres, R$ 2 milhões em dízimos da Diocese de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O anúncio foi publicado pelo Vaticano e divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na semana em que ocorreu a primeira audiência de instrução do julgamento dos religiosos.

“O Santo Padre Francisco aceitou a renúncia do governo pastoral da diocese de Formosa (Brasil) apresentada por S.E. Dom José Ronaldo Ribeiro e nomeia administrador apostólico de Formosa S.E. Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo Metropolitano de Uberaba”, informa o comunicado.

O G1 tentou contato por telefone com a defesa de Dom José Ronaldo, às 8h30 desta quarta-feira, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

O anúncio foi publicado na madrugada desta quarta-feira, no Bollettino Sala Stampa Della Santa Sede, uma espécie de “diário oficial” do Vaticano.

Renúncia de Dom José Ronaldo foi publicada pelo Vaticano — Foto: Reprodução/TV AnhangueraRenúncia de Dom José Ronaldo foi publicada pelo Vaticano — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Renúncia de Dom José Ronaldo foi publicada pelo Vaticano — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O comunicado nomeia como bispo responsável pela Diocese de Formosa Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo Metropolitano de Uberaba, que já havia sido nomeado interventor, depois que o bispo foi preso no último dia 19 de março, durante a Operação Caifás, deflagrada pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO).

A CNBB destacou a trajetória de Dom José Ronaldo, apresentando uma biografia do religoso.

“Dom José Ronaldo […] estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima, em Brasília. Foi ordenado presbítero em 1985, também em Brasília. Tomou posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Sobradinho. Por lá desempenhou várias iniciativas e realizações. Foi nomeado bispo de Janaúba em 2007. Recebeu a ordenação episcopal e tomou para si o lema : “In corde legem meam” – Minha lei no coração [Jr. 31, 31-34]. Sua posse na diocese se deu em 2007. Em setembro de 2014, Dom José Ronaldo foi nomeado bispo de Formosa. Tomou posse na diocese no dia 22 de novembro do mesmo ano”, afirma o comunicado.

Bispo Dom José Ronaldo chega ao Fórum acompanhado do juiz eclesiástico Tiago Wenceslau, em Formosa — Foto: Vitor Santana/G1Bispo Dom José Ronaldo chega ao Fórum acompanhado do juiz eclesiástico Tiago Wenceslau, em Formosa — Foto: Vitor Santana/G1

Bispo Dom José Ronaldo chega ao Fórum acompanhado do juiz eclesiástico Tiago Wenceslau, em Formosa — Foto: Vitor Santana/G1

Primeira audiência

A primeira audiência de instrução do processo aconteceu na segunda-feira (10). As duas testemunhas que foram ouvidas relataram que houve um significativo aumento nos gastos por parte do bispo da cidade, José Ronaldo. Além disso, relataram ameaças feitas por um padre que estava investigando as irregularidades. Ainda é preciso ouvir mais de 30 testemunhas, além dos 11 denunciados.

Como ainda faltam ouvir mais de 40 pessoas, duas novas audiências foram marcadas, uma para o dia 13 de setembro e outra para 11 de outubro. Porém, o Ministério Público acredita que as audiências só terminem em dezembro.

A sessão começou às 8h45 e durou até as 17h. As testemunhas ouvidas, dois padres de Formosa, explicaram como funciona a administração da igreja, a gestão dos recursos financeiros e também as regras do Direito Canônico.

A primeira testemunha, o padre João Manoel Lopes, falou durante 4h30. Ele disse que, em 2015, com a chegada do bispo José Ronaldo, os gastos com a casa paroquial passaram de R$ 3 mil a R$ 5 mil para R$ 30 mil. Além disso, houve mudança nas destinações do dinheiro arrecadado pelas paróquias.

“O dinheiro da crisma, que deveria ser repassado à diocese, era usado diretamente pelo bispo. Questionamos e nos foi informado que era para gastos em áreas sociais mas nunca foi prestado nenhuma conta sobre isso”, contou.

Dom José Ronaldo chega ao Fórum para audiência de instrução, em Formosa — Foto: Reprodução/TV AnhangueraDom José Ronaldo chega ao Fórum para audiência de instrução, em Formosa — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Dom José Ronaldo chega ao Fórum para audiência de instrução, em Formosa — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Ele disse ainda que várias outras pessoas moravam na casa destinada apenas ao bispo, contrariando os costumes da igreja. Os moradores eram conhecidos como “filhos do bispo”, jovens que ele auxiliava desde quando atuava em outras cidades.

A defesa alega que o aumento de gastos era devido a esse trabalho social de acolhimento que o bispo fazia dentro da casa diocesana.

Além disso, houve mudança no repasse de dinheiro para a Cúria Diocesana, comandada pelo bipo. O dinheiro da crisma, que deveria ser repassado à diocese, era usado diretamente pelo bispo. Questionamos e nos foi informado que era para gastos em áreas sociais mas nunca foi prestado nenhuma conta sobre isso”, explicou a testemunha.

Com isso, muitos fiéis e até padres começaram a mostrar insatisfação com a gestão, questionando principalmente os gastos elevados. Postagens em rede social começaram a circular e gerar polêmica nas paróquias.

Segundo o padre, a diocese começou a ter muitas dívidas, até mesmo pelo fato de paróquias evitarem fazer os repasses obrigatórios à Cúria por não concordar com a gestão do bispo.

Para fazer uma apuração, foi convocado o juiz eclesiástico padre Tiago Wenceslau. Junto com outros denunciados, ele elaborou um relatório em quatro dias analisando as contas da diocese. Nesse documento ele afirma que não encontrou qualquer irregularidade nas prestações de conta e uso do dinheiro pela diocese.

O Ministério Público explicou que o depoimento do padre Jarbas Gomes, segundo a ser ouvido, reforçou o que foi dito pelo colega anteriormente. “Além dos altos gastos, ele disse que as ações sociais que o bispo alega fazer, inclusive de acolhimento em sua casa, deveriam ter uma prestação de contas detalhadas, o que não foi feito. Também conta que se sentiu ameaçado quando o juiz eclesiástico, em uma reunião, cobrou explicações dos religiosos sobre as denúncias feitas”, explicou o promotor Douglas Chegury.

Padre João Manoel Lopes depôs contra bispo em processo que apura desvio milionário da igreja de Formosa, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Padre João Manoel Lopes depôs contra bispo em processo que apura desvio milionário da igreja de Formosa, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Investigação

Investigações do Ministério Público feitas a partir de denúncias de fiéis apontaram que acusados – o grupo tem ainda dois empresários e três funcionários da Cúria – usaram o dinheiro para comprar uma fazenda de gado, uma casa lotérica e carros de luxo. O bispo e os padres sempre negaram a prática de crimes.

A apuração culminou com a Operação Caifás, em 19 de março. Nove pessoas foram presas na ocasião:

  1. José Ronaldo Ribeiro, bispo de Formosa
  2. Monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, vigário-geral da Diocese de Formosa
  3. Padre Moacyr Santana, pároco da Catedral Nossa Senhora Imaculada Conceição, Formosa
  4. Padre Mário Vieira de Brito, pároco da Paróquia São José Operário, Formosa
  5. Padre Tiago Wenceslau, juiz eclesiástico
  6. Padre Waldoson José de Melo, pároco da Paróquia Sagrada Família, Posse (GO)
  7. Guilherme Frederico Magalhães, secretário da Cúria de Formosa
  8. Antônio Rubens Ferreira, empresário suspeito de ser laranja da quadrilha
  9. Pedro Henrique Costa Augusto, empresário, suspeito de ser laranja da quadrilha

Já Darcivan da Conceição Sarracena e Edimundo da Silva Borges Júnior não chegaram a ser presos, mas foram denunciados pelo MP por envolvimento no esquema. O grupo conseguiu habeas corpus quase um mês depois, e nenhum dos padres voltou a exercer as funções anteriores.

Bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, foi preso durante operação do MP, em Goiás — Foto: ReproduçãoBispo de Formosa, Dom José Ronaldo, foi preso durante operação do MP, em Goiás — Foto: Reprodução

Bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, foi preso durante operação do MP, em Goiás — Foto: Reprodução

Período na prisão

Os presos na Operação Caifás ocuparam celas em uma área separada do novo presídio de Formosa. De acordo coma Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o isolamento ocorreu para garantir a integridade física deles.

O grupo tinha direito a banho de sol de duas horas por dia e tomava banho em chuveiro sem eletricidade. Os clérigos, empresários e funcionário da Cúria foram soltos quase um mês depois. Eles foram recebidos com festa e cânticos religiosos.

Bispo e padres suspeitos de desviar dízimo deixam a cadeia e são recebidos com festa em Formosa, Goiás — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Bispo e padres suspeitos de desviar dízimo deixam a cadeia e são recebidos com festa em Formosa, Goiás — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Denúncia de fiéis

Fiéis procuraram o Ministério Público no final de 2017 para informar que as despesas da casa episcopal de Formosa, onde o bispo mora,passaram de R$ 5 mil para R$ 35 mil desde a chegada de Dom José Ronaldo. Ele já estava à frente da Diocese havia três anos.

O bispo enfrentou esse mesmo tipo de problema e resistência lá na Diocese de Janaúba (MG). Então ele veio transferido de lá para cá e aqui ele implementou um esquema semelhante ao que ele operava lá”, disse o promotor responsável pelo caso, Douglas Chegury, na época da operação.

Aumento nas taxas de casamento

Fiéis também afirmaram que o bispo Dom José Ronaldo determinou aumento de até 400% nas taxas de casamento quando assumiu a administração, em 2014. As mesmas informações chegaram ao MP por meio do depoimento de um dos padres que denunciou o esquema, segundo o promotor.

Na época em que a Operação Caifás foi deflagrada, os noivos precisam pagar R$ 50 caso contratem fotógrafo, R$ 150 caso contratem filmagem e R$ 150 caso contratem decoração nas 33 igrejas administradas pela Diocese de Formosa. Além disso, devem gastar mais R$ 280 para cobrir despesas com documentação.

Antes da chegada do bispo, porém, os valores eram menores: R$ 30 para os serviços contratados e executados em uma das igrejas e R$ 100 para as despesas com documentação, afirmam fiéis. Os aumentos fizeram com que muitos casais decidissem adiar a união.

*Com Agência Brasil e Agência EFE

Edição: Juliano Ferreira

Vaticano diz que Coral da Capela Sistina está sob investigação

Por Agência Brasil*

O papa Francisco autorizou a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades financeiras no famoso Coral da Capela Sistina. Em um comunicado, o Vaticano confirmou a apuração das suspeitas de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo os responsáveis pelo coral.

O comunicado informa que, em relação às informações publicadas em alguns veículos de imprensa, “confirmamos que o papa Francisco, há alguns meses, autorizou uma investigação sobre aspectos econômico-administrativos no referido coral, uma investigação que está em andamento”.

Apesar da nota não fornecer detalhes, vários veículos de imprensa italianos publicaram recentemente sobre alguns rumores de supostas irregularidades.

De acordo com o jornal La Stampa, o diretor do coral, Massimo Palombella, e seu diretor administrativo, Michelangelo Nardella, seriam as pessoas investigadas por desvio, fraude e lavagem de dinheiro.

O Coral da Capela Sistina é considerado um dos mais antigos do mundo e foi criado em 1471.

É composto por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, embora também tenha alguns cantores adultos.

*Com informações da agência EFE

SOS Águas da Chapada Diamantina – Carta Aberta à sociedade baiana e a todo povo brasileiro

Nós, professores especialistas, mestres e doutores das áreas de biologia, geologia, hidrologia, engenheiros agrônomos, ambientais e florestais, turismólogos, estudantes, jornalistas, universidades
e representantes de dezenas de municípios e de mais de 50 entidades e comunidades que atuam na região da Chapada Diamantina, estamos alarmados com a situação das águas do Rio Paraguaçu e seus
afluentes.

Em debate, identificamos que a Chapada Diamantina, considerada a “caixa d’água da Bahia” e um dos patrimônios ambientais mais relevantes do planeta, está rachada e em processo de desertificação.
Mas nenhuma atitude de prevenção ao problema foi tomada. Ao contrário. A gestão dos recursos hídricos na Bacia do Paraguaçu tem se revelado desastrosa.

O estopim da nossa mobilização foi a portaria No 16.747/2018, do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA, que concedeu em 23 de agosto, à empresa Agropecuária Chapadão Ltda,
o direito de captação de 25 milhões de litros de água durante 20 horas por dia, todos os dias, no Rio Santo Antônio, na Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu, para fins de irrigação por aspersão com pivô
central, no município de Palmeiras.

Em análise técnica, identificamos que:
1. A medida compromete a perenidade do Rio Santo Antônio, um dos principais afluentes do Paraguaçu na atualidade, e o único que mantém a região do pantanal do Marimbus no Parque Nacional da Chapada Diamantina, e o próprio Paraguaçu vivos em tempos de estiagem.
Moradores do entorno verificaram que hoje, no ponto onde já existem 04 pivôs, já se compromete o curso da água. Quando estes estão ligados, o Rio abaixa mais de 15centímetros. Com a instalação de mais 15 previstos, temem que se comprometa até mesmo o
curso subterrâneo.

2. O ponto de captação da água autorizado nesta outorga é incompatível com o Plano de Manejo da Área de Preservação Ambiental (APA) Marimbus-Iraquara, pois se encontra dentro de uma Zona de Preservação de Cavernas (ZPC), Zona de proteção da vida silvestre (ZPVS) e Zona de Turismo Ecológico (ZTE), sobre as quais há várias legislações pertinentes. Também deveria  estar regulado segundo a Lei de Preservação da Mata Atlântica. E se já estivesse decretado, ficaria dentro da área da zona de amortecimento do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

3. Abaixo ao ponto de captação, o Rio Santo Antônio atravessa zonas preservadas de Mata Atlântica e de proteção de animais da vida silvestre, reservas ambientais, e abastece mais de 30 comunidades. Todos devem ser diretamente atingidos tanto pela escassez hídrica quanto pela contaminação dos resíduos e agrotóxicos utilizados no modelo agroindustrial.

4. Mais de 10 rios da região como o Rio Cochó e o Rio Utinga já secaram ou estão seriamente comprometidos por falta de gestão e priorização no uso adequado dos recursos hídricos na
Chapada Diamantina. Até mesmo o rio Paraguaçu hoje não tem mais capacidade de abastecer cidades como Mucugê, sequer para consumo humano.

5. Estima-se que a irrigação constante e a movimentação intensiva de máquinas agrícolas em 406 hectares na propriedade da outorga comprometam cavernas e provoquem dolinamentos, ou
desmoronamentos, em uma rede subterrânea de lençóis freáticos e mais de 200 grutas e cavernas já identificadas pela Sociedade Baiana de Espeleologia. Nestas cavidades, estão sítios arqueológicos e paleontológicos preservados, com constantes descobertas de pinturas rupestres, e animais fossilizados. Também preocupa o risco direto sobre as propriedades e populações das imediações, devido à dissolução do solo calcário intensificada pelas chuvas artificiais provocadas pelos 19 pivôs de irrigação.

6. O empreendimento deve também afetar os destinos turísticos como a Pratinha, que é um dos rios que formam o Santo Antônio. Também limitará a visitação nas cavernas do entorno, e
inviabilizará o destino do Marimbus, vendido como “o pantanal baiano”.

7. Economicamente, se questiona o argumento de que este modelo do agronegócio na região gerará empregos. Nos outros empreendimentos do setor, estas ocupações são, em sua maioria, temporárias, precárias e priorizam a mão-de-obra de outras regiões do estado. E principalmente afetam o turismo e a agricultura tradicional já desenvolvida pelas comunidades às margens dos rios. A exemplo, no Rio Utinga, 930 famílias perderam a produção, ficaram
endividadas e sem água sequer para o consumo humano no verão de 2017 por conta da irrigação de dois milhões de pés de banana.

8. A situação não é nova e se acumula. Pois o mesmo modelo de irrigação já compromete as barragens do Apertado e Bandeira de Melo ao sul do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
Ao norte do PARNA, o rio Utinga vem secando em média 5km/ano e já não apresenta vazão a 30km da sua foz. Em outras regiões a empresa se instalou, identificamos problemas similares, como em Correntina no oeste da Bahia, ou no Rio Arrojado em São Paulo, com as populações e a conservação ambiental seriamente afetadas. O que nos faz temer que a questão ecológica e a responsabilidade social não sejam uma política no empreendimento.
9. Na Chapada Diamantina, muitas dessas questões já foram denunciadas aos órgãos competentes, como Ministério Público e INEMA, mas nenhuma providência foi tomada. Destaca-se inclusive que a Gestão do Comitê de Bacia do Paraguaçu é presidida pelo
representante do Agropolo de Mucugê, o que é um conflito claro de interesses em um órgão que deveria regular o setor. No INEMA regional, a indicação política para os cargos parece comprometer a capacidade técnica de fiscalização e gestão dos recursos hídricos na região.

Por todas essas questões, criamos o movimento SOS ÁGUAS DA CHAPADA DIAMANTINA e contamos com seu apoio. Entre as nossas reivindicações, solicitamos a suspensão imediata da
outorga até que seja apresentado o Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu, entre outras medidas. Contamos com você para que estas reflexões cheguem às autoridades competentes para que providências sejam tomadas, aos candidatos para incluam a defesa dos nossos rios em suas agendas, e à toda sociedade brasileira para que evitemos mais uma tragédia anunciada.

Seabra, 04 de setembro de 2018.

Lista de presença da representações, entidades e profissionais presentes na Reunião SOS Chapada
Diamantina
ABCCD – Associação de Bombeiros Civis de Seabra
ABCSP – Associação de Bombeiros Civis Socorristas e Brigadistas de Palmeiras
ACVL – Associação de Condutores e Visitantes de Lençóis
Associação Comunitária do Molha Gibão
Associação do Remanso – Lençóis
Associação do Vale do Cercado – Palmeiras
Associação Quem Ama Castra de Seabra
Associação Recrearte
BCSBI – Associação de Bombeiros Civis Socorristas e Brigadistas de Iraquara
CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional
CEEP – Centro Estadual de Educação Profissional Letice – Seabra/Ba
CEFORC
Centro Educacional de Seabra
CETEP – Centro Técnico de Educação profissional da Chapada Chapada – Wagner/BA
CODETER – Colegiado de Desenvolvimento Territorial da Chapada Diamantina
Colégio Filinto Justiniano Bastos – Seabra/Ba
Comissão de Meio Ambiente do Vale do Capão
Comissão de Meio Ambiente do Vale do Capão
Consultoria Centro da Terra – Lençóis
Consultoria Origem Ambiental – Seabra
Diocese da Barra – BA
Escola Jorge Amado – Seabra/Ba
Grupo Defesa Ambiental e Brigada Incêndio Marcha
IBBIO – Instituto Barro Branco de Interação de Lençóis
ICMBio – PARNA Diamantina
IF Baiano – Campus Itaberaba
IFBA – Instituto Federal da Bahia – Seabra/Ba
Instituto Federal Baiano – Itaberaba
Instituto Korango Consultoria – Salvador
Instituto Nascentes do Paraguaçu
IPAC – Instituto do Patrimônio Cultural – BA
Ipeterras – Irecê
JIVA – Junta Independente Voluntária Ambiental
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
ONG Casa de Maria – Palmeiras
PACS – Programa de Agentes Comunitários de Saúde de Seabra
Paróquia São Sebastião de Seabra
Rede Sustentabilidade
Replant.com Consultoria
Secretaria de Desenvolvimento Turismo e Meio Ambiente de Seabra
Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Turismo de Iraquara
Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Turismo de Palmeiras
SINDAE – BA
Sociedade Baiana de Espeleologia
SOLTECA
UEFS – Universidade de Feira de Santana
UFBA – Universidade Federal da Bahia
Umbú/Jibaí – Irecê
UNEB – Universidade Estadual da Bahia
Empresários, profissionais autônomos e liberais de comércio e serviços, especialistas áreas de
geologia, biologia, agronomia, educação, jornalismo, arquitetura, fotografia, assessoria de vereador,
assessoria de imprensa, advocacia e turismo
Representantes da sociedade civil de diversos municípios da Chapada Diamantina,
E conselheiros da APA Marimbus – Iraquara

Irecê-BA: Secretaria de Saúde entrega kits de fardamento para Agentes de Saúde e de Endemias

Foto: Ascom Irecê

Por Ascom PMI 

Na última sexta-feira (31), a Prefeitura de Irecê, por meio da Secretaria de Saúde, fez a entrega de novos kits de fardamento para os profissionais que atuam como Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Os kits são necessários para a correta identificação dos agentes no trabalho de campo, que envolve visitas às residências.

Foram distribuídos 145 kits de fardamentos para os ACS e 37 para os ACE, totalizando 182 kits. A secretária de Saúde, Dulce Barreto, ressalta a importância deste ato na melhoria da qualidade do trabalho destes profissionais, e salienta  que os ACS e ACE são essenciais na Atenção Básica desenvolvendo um trabalho de prevenção, individual, levando informações importantes para a mudança na qualidade de vida da população.

Papa Francisco escreve hoje (20) carta inedita sobre abuso sexual na Igreja Católica; Leia texto na íntegra

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração ao constatar mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também em suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.

1. Um membro sofre?

Nestes últimos dias, um relatório foi divulgado detalhando aquilo que vivenciaram pelo menos 1.000 sobreviventes, vítimas de abuso sexual, de poder e de consciência, nas mãos de sacerdotes por aproximadamente setenta anos. Embora seja possível dizer que a maioria dos casos corresponde ao passado, contudo, ao longo do tempo, conhecemos a dor de muitas das vítimas e constamos que as feridas nunca desaparecem e nos obrigam a condenar veementemente essas atrocidades, bem como unir esforços para erradicar essa cultura da morte; as feridas “nunca prescrevem”. A dor dessas vítimas é um gemido que clama ao céu, que alcança a alma e que, por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado. Mas seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenciá-lo ou, inclusive, que procuraram resolvê-lo com decisões que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade. Clamor que o Senhor ouviu, demonstrando, mais uma vez, de que lado Ele quer estar. O cântico de Maria não se equivoca e continua a se sussurrar ao longo da história, porque o Senhor se lembra da promessa que fez a nossos pais: «dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 51-53), e sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz.

Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar, que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos. Faço minhas as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via Sacra escrita para a Sexta-feira Santa de 2005, uniu-se ao grito de dor de tantas vítimas, afirmando com força: «Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência!… A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)» (Nona Estação).

2. Todos os outros membros sofrem com ele.

A dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse facto de maneira global e comunitária. Embora seja importante e necessário em qualquer caminho de conversão tomar conhecimento do que aconteceu, isso, em si, não basta. Hoje, como Povo de Deus, somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a história do presente e do futuro, num âmbito onde os conflitos, tensões e, especialmente, as vítimas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma mão estendida que as proteja e resgate da sua dor (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228). Essa solidariedade exige que, por nossa vez, denunciemos tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa. Uma solidariedade que exige a luta contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual «porque trata-se duma cegueira cómoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo e muitas formas subtis de autorreferencialidade, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14)» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 165). O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).

Reconheço o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam à integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da “tolerância zero” e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes. Tardamos em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas confio que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.

Juntamente com esses esforços, é necessário que cada batizado se sinta envolvido na transformação eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transformação exige conversão pessoal e comunitária, e nos leva dirigir os olhos na mesma direção do olhar do Senhor. São João Paulo II assim o dizia: «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 49). Aprender a olhar para onde o Senhor olha, estar onde o Senhor quer que estejamos, converter o coração na Sua presença. Para isso nos ajudarão a oração e a penitência. Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor[1], que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o “nunca mais” a qualquer tipo e forma de abuso.

É impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação activa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas[2]. Isto se manifesta claramente num modo anômalo de entender a autoridade na Igreja – tão comum em muitas comunidades onde ocorreram as condutas de abuso sexual, de poder e de consciência – como é o clericalismo, aquela «atitude que não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo»[3]. O clericalismo, favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo.

É sempre bom lembrar que o Senhor, «na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 6). Portanto, a única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro. Tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participação activa de todos os membros da Igreja, não será capaz de gerar as dinâmicas necessárias para uma transformação saudável e realista. A dimensão penitencial do jejum e da oração ajudar-nos-á, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irmãos feridos, como pecadores que imploram o perdão e a graça da vergonha e da conversão e, assim, podermos elaborar acções que criem dinâmicas em sintonia com o Evangelho. Porque «sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual» (Exort. ap.Evangelii gaudium, 11).

É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros. A consciência do pecado nos ajuda a reconhecer os erros, delitos e feridas geradas no passado e permite nos abrir e nos comprometer mais com o presente num caminho de conversão renovada.

Da mesma forma, a penitência e a oração nos ajudarão a sensibilizar os nossos olhos e os nossos corações para o sofrimento alheio e a superar o afã de domínio e controle que muitas vezes se torna a raiz desses males. Que o jejum e a oração despertem os nossos ouvidos para a dor silenciada em crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais. Jejum que nos dá fome e sede de justiça e nos encoraja a caminhar na verdade, dando apoio a todas as medidas judiciais que sejam necessárias. Um jejum que nos sacuda e nos leve ao compromisso com a verdade e na caridade com todos os homens de boa vontade e com a sociedade em geral, para lutar contra qualquer tipo de abuso de poder, sexual e de consciência.

Desta forma, poderemos tornar transparente a vocação para a qual fomos chamados a ser «um sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano» (Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 1).

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele», disse-nos São Paulo. Através da atitude de oração e penitência, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunitária com essa exortação, para que cresça em nós o dom da compaixão, justiça, prevenção e reparação. Maria soube estar ao pé da cruz de seu Filho. Não o fez de uma maneira qualquer, mas permaneceu firme de pé e ao seu lado. Com essa postura, Ela manifesta o seu modo de estar na vida. Quando experimentamos a desolação que nos produz essas chagas eclesiais, com Maria nos fará bem «insistir mais na oração» (cf. S. Inácio de Loiola, Exercícios Espirituais, 319), procurando crescer mais no amor e na fidelidade à Igreja. Ela, a primeira discípula, nos ensina a todos os discípulos como somos convidados a enfrentar o sofrimento do inocente, sem evasões ou pusilanimidade. Olhar para Maria é aprender a descobrir onde e como o discípulo de Cristo deve estar.

Que o Espírito Santo nos dê a graça da conversão e da unção interior para poder expressar, diante desses crimes de abuso, a nossa compunção e a nossa decisão de lutar com coragem.

Francisco

Cidade do Vaticano, 20 de Agosto de 2018.

Memorial da vergonha

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Iniciada na gestão de Joilton Francisco, enquanto presidente da Câmara de Irecê entre 2013 e 2014, o Memorial da Câmara nunca foi concluído e a obra está paralisada.

De acordo com dados do TCM-BA, o processo licitatório foi estimado em R$ 330.000,00 e a empresa que venceu o certame com a proposta de 329.929,73.

Deteriorado e diante da grave situação em que se encontra o memorial, a população de Irecê merece uma satisfação. Com a palavra Joilton Francisco.

Irecê: Líder do prefeito na Câmara ameaça abandonar grupo caso não seja eleito presidente

Por Juliano Ferreira

O líder do prefeito Elmo Vaz (PSB) na Câmara de Vereadores de Irecê, Tertinho (PTB) ameaça romper com o grupo do prefeito caso não seja eleito presidente da Câmara, de acordo com a apuração de IrecePress.

Membros do parlamento afirmam que projeto de lei que autoriza reeleição tem 80% de assinatura dos pares, ou seja, 12 dos 15 vereadores da Casa Legislativa.