Ministério da Saúde exonera diretora do Departamento de HIV/Aids

Estadão Conteúdo

A médica sanitarista Adele Benzaken foi exonerada da direção do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A decisão foi tomada nesta quinta, em meio a uma série de manifestações pela permanência da médica no cargo e uma semana depois da polêmica em torno da cartilha, lançada há seis meses para homens trans. Assume a diretoria seu adjunto, Gerson Pereira.

O Ministério da Saúde atribuiu a mudança a uma renovação da equipe e informou que Adele foi convidada para continuar a contribuir para formulação de políticas para o setor. Adele assumiu a direção do departamento em 2016. Em sua gestão, o País começou a adotar a profilaxia pré-exposição (PrEP), que prevê o uso de antirretrovirais não como tratamento do HIV, mas para prevenir a infecção. Com amplo apoio de organizações não governamentais, a permanência de Adele era considerada como uma garantia da manutenção de ações modernas de prevenção, de combate ao preconceito e de promoção dos direitos humanos.

Os sinais de que a gestão de Adele estavam sob risco começaram ainda antes da posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Antes de assumir a pasta, Mandetta mostrou descontentamento com as ações de prevenção e disse ser necessária a adoção de estratégias que não “ofendessem” as famílias.

As suspeitas ganharam corpo semana passada, com a suspensão no site do ministério da Saúde de uma cartilha voltada para homens trans, que havia sido lançada há seis meses pela pasta. A retirada do material foi informada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A justificativa oficial era a de que haviam sido identificadas “falhas” no material.

Um esquema para o pump (uma seringa invertida usada por parte da população para ampliar o clitóris) teria sido incluído sem advertências necessárias. O ministro da Saúde afirmou que a prática, controversa, não poderia ser recomendada pela pasta. A ilustração, porém, havia sido incluída para alertar sobre a necessidade de não compartilhar as seringas. Uma medida de redução de danos, não de incentivo, informaram técnicos do ministério.

A cartilha havia sido elogiada por médicos que trabalham na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Em entrevista ao Estado, a diretora em exercício do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo, Rosa de Alencar Souza, afirmara que a cartilha trazia informações importantes e que não havia ali nada que justificasse a retirada de circulação.

A retirada do material que estava no site provocou uma série de críticas ao ministério e foi interpretada como um claro sinal de recuo das ações de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Nesta quinta, a cartilha foi abordada numa conversa entre Adele e o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira.

As cartas em defesa da permanência de Adele no cargo começaram a ser enviadas nesta quarta a Mandetta. Entre elas, a Articulação Nacional de Luta contra Aids, o Fórum de ONGs de Aids de São Paulo e infectologista José Ramalho Madruga.

“Não podemos adormecer diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. Problematizar a questão da aids é compreendê-la dentro da concepção mais ampla”, afirmaram na carta integrantes da Anaids. O Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, afirmou a importância das ferramentas para prevenção da infecção, entre elas, a profilaxia pré-exposição (PrEP), que prevê o uso de medicamentos entre populações mais vulneráveis à doença de forma preventiva. Ramalho Madruga observou que, na gestão de Benzaken, o Brasil foi o primeiro país da América Latina a ofertar a PrEP.

Doze chefes de Estado confirmam presença na posse de Bolsonaro

Por Poder 360

Até esta 5ª feira (27.dez.2018), 12 chefes de Estado haviam confirmado presença na cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019, em Brasília.

De acordo com o Itamaraty, no entanto, os nomes das autoridades não pode ser divulgado por motivos de segurança. Conheça o cronograma detalhado da cerimônia.

As presenças já divulgadas são de 7 presidentes de países vizinhos. São eles: Maurício Macri (Argentina), Sebastián Piñera (Chile), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai), Iván Duque Márquez (Colômbia), Marín Vizcarra (Peru) e Evo Morales (Bolívia). Também foi confirmada a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a lista de autoridades confirmadas também conta com 3 vice-presidentes, 11 chanceleres, 16 enviados especiais e 3 diretores de organismos internacionais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahuo secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo também devem vir ao Brasil para a posse.

Além disso, estão confirmadas mais 10 autoridades, entre elas o chanceler da Argentina, Jorge Faurie, e o o vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular (Parlamento chinês), Ji Bingxuan.

A expectativa do Itamaraty é de que 60 delegações estrangeiras participem da posse. A lista de convidados para a cerimônia é de 140 pessoas.

Com informações da Agência Brasil

Conheça os nomes já confirmados para a equipe ministerial de Bolsonaro

Por Agência Brasil  Brasília

Veja quem já foi confirmado para a equipe ministerial do presidente eleito, Jair Bolsonaro:

Casa Civil

Deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni assumirá a Casa Civil. Por enquanto, atua como ministro extraordinário da transição.

O ministro extraordinário do governo de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, fala à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
Onyx Lorenzoni – Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Gabinete de Segurança Institucional

Oficial da reserva, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira assumirá o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). É chamado de “conselheiro” pelo presidente eleito.

O general da reserva Augusto Heleno, indicado para ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), fala à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo.
General Augusto Heleno – Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Ministério da Economia

O economista Paulo Guedes, que acompanhou Bolsonaro durante a campanha, ocupará o Ministério da Economia (unindo Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio).

O economista Paulo Guedes, que assumirá, no governo de Jair Bolsonaro (PSL), o recém-criado Ministério da Economia, se reúne com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia
Paulo Guedes – Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo/Agência Brasil

Ministério da Justiça e da Segurança Pública

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, assumirá o Ministério da Justiça (fusão com a Secretaria de Segurança Pública e Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf).

O futuro ministro da Justiça, juiz federal Sérgio Moro, durante coletiva de imprensa após reunião com o atual ministro da pasta, Torquato Jardim.
Sergio Moro – Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

Ministério da Ciência e Tecnologia

Astronauta e próximo ao Bolsonaro, Marcos Pontes ficará à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia, que deverá agregar também a área do ensino superior.

 

O astronauta Marcos Pontes, futuro ministro de Ciência e Tecnologia, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, para reunião no gabinete do governo de transição.
Marcos Pontes – José Cruz/Agência Brasil

Ministério da Agricultura

Deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul, a engenheira agrônoma e empresária do agronegócios Tereza Cristina será a futura ministra da Agricultura.

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina fala aos jornalistas depois de reunião com a equipe de transição no CCBB.
Tereza Cristina – Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Ministério da Defesa

O general Fernando Azevedo e Silva é militar da reserva e atuou como assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

general Fernando Azevedo e Silva
General Fernando Azevedo e Silva – José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Ministério das Relações Exteriores

Diplomata há 29 anos, Ernesto Fraga Araújo, é o atual diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Formado em Letras, será o próximo chanceler do país.

O futuro ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Fraga Araújo, concede entrevista à imprensa no CCBB.
Embaixador Ernesto Fraga Araújo – Valter Campanato/Agência Brasil

Banco Central

O economista Roberto Campos Neto, de 49 anos, vai comandar o Banco Central. Executivo do banco Santander e neto do ex-ministro Roberto Campos, Campos Neto é formado em economia, com especialização em finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

O economista Roberto Campos Neto (Assessoria de Imprensa da transição/Divulgação)
Roberto Campos Neto – Assessoria de Imprensa do governo de transição/Direitos reservados

Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União

Servidor de carreira e ex-capitão do Exército, Wagner de Campos Rosário vai continuar no cargo de ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), que ocupa desde maio de 2017.

O ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, durante o lançamento do novo Portal da Transparência do governo federal.
Wagner Rosário- Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministério da Saúde

Ortopedista pediátrico, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), de 53 anos, vai assumir o Ministério da Saúde a partir de janeiro de 2019. Ele não se candidatou à reeleição e seu mandato termina no final do ano.

Brasília - Deputado Mandetta (DEM/MS)fala durante discussão do processo de impeachment de Dilma, no plenário da Câmara (Valter Campanato/Agência Brasil)
Luiz Henrique Mandetta Valter Campanato/Agência Brasil

Advocacia-Geral da União

Advogado da União desde 2000 e com pós-graduação em Governança Global, André Luiz de Almeida Mendonça vai assumir a Advocacia-Geral da União.

André Luiz, AGU
André Luiz de Almeida Mendonça – Divulgação/PGU

Secretaria-Geral da Presidência da República

O advogado Gustavo Bebianno será o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Presidente do PSL durante a campanha eleitoral, Bebianno adiantou que a principal atividade de sua pasta será a modernização e a desburocratização do Estado.

Gustavo Bebianno foi confirmado como futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Gustavo Bebianno foi confirmado como futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República – José Cruz/Agência Brasil

 

Ministério da Educação

Filósofo é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Ricardo Vélez Rodríguez assumirá o Ministério da Educação.

Ricardo Vélez Rodríguez é indicado para o Ministério da Educação no governo de Jair Bolsonaro
Ricardo Vélez Rodríguez é indicado para o Ministério da Educação no governo de Jair Bolsonaro – Ricardo Vélez Rodríguez/Redes Sociais

Secretaria de Governo

O general-de-divisão será novo secretário de governo. O órgão tem status de ministério. A principal missão de Cruz será a articulação com o Congresso Nacional e com partidos políticos e o diálogo com estados e municípios.

 

Brasília - O secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, durante reunião com secretários de Segurança Pública dos estados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O general Carlos Alberto Santos Cruz foi escolhido para assumir a Secretaria de Governo – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministério da Infraestrutura

Tarcísio Gomes de Freitas irá assumir o Ministério da Infraestrutura, que vai abranger os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário. Ele já foi diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (Dnit).

 O novo ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas, fala à imprensa, no CCBB.
Tarcísio Gomes de Freitas será o novo ministro da Infraestrutura – Wilson Dias/Agência Brasil

Ministério do Desenvolvimento Regional

Atual secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto vai assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional. A pasta deve agregar as atuais atribuições dos ministérios da Integração Nacional e das Cidades, além de assumir programas importantes como Minha Casa Minha Vida, de habitação, e ações relacionadas a obras contra a seca e infraestrutura hídrica.

Secretário executivo do Ministério da Integração Nacional (MI), Gustavo Canuto, participa da abertura do seminário Programa Interáguas – Contextualização e Avaliação.
Secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Gustavo Canuto, vai assumir novo ministério – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministério da Cidadania

Ex-ministro do Desenvolvimento Social no governo Temer, Osmar Terra vai assumir o Ministério da Cidadania, que vai fundir as atribuições dos ministérios do Esporte, da Cultura, além da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), vinculada atualmente ao Ministério da Justiça. A pasta será responsável por programas como o Bolsa Família.

O deputado Osmar Terra foi o relatar da comissão mista que aprovou a Medida Provisória (MP) 832/18, que estabelece um preço mínimo para os fretes de carga no país. Dessa forma, a MP pode ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Terra deixou o Ministério do Desenvolvimento Social em abril, para concorrer à reeleição na Câmara – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministério do Turismo

O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL) será o ministro do Turismo. Ele está no segundo mandato e foi o deputado mais votado de Minas Gerais nas últimas eleições, com mais de 230 mil votos. Ele integra a frente parlamentar evangélica no Congresso.

 

O futuro ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, fala à imprensa, no CCBB.
O futuro ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, deputado federal Marcelo Álvaro Antônio – Valter Campanato/Agência Brasil

Ministério de Minas e Energia

O almirante-de-esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior assumirá o Ministério de Minas e Energia. Ele é atualmente diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

 

2015-12-08 Ministro da Defesa Aldo Rebelo participa da transmissão de cargode Comandante-em-Chefe da Esquadra ao Vice-Alte. Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior - Foto: Felipe Barra
Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior será o ministro de Minas e Energia – Ministério da Defesa/Divulgação

Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

A advogada Damares Alves assumirá o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Assessora do senador Magno Malta (PR-ES), Damares comandará a pasta que será criada no governo de Jair Bolsonaro, a partir de janeiro. O novo ministério também vai agregar a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fala à imprensa no CCBB. Ela também ficará responsável pela Funai.
Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela também ficará responsável pela Funai – Valter Campanato/Agência Brasil

Ministério do Meio Ambiente

Advogado e administrador, Ricardo de Aquino Salles foi secretário particular de Alckmin entre 2013 e 2014 e secretário de Meio Ambiente de São Paulo dee 2016 a 2017.

Ricardo Salles
Ricardo Salles – Secretaria de meio ambiente São Paulo/Divulgação

Netanyahu chama Brasil de “grande potência” e fala em estreitar laços

Foto: Abir Sultan/Agência Lusa

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Pouco antes de embarcar para o Brasil, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu demonstrou entusiasmo com sua primeira visita à região. Ele classificou o país como “grande potência”, lembrando que reúne a quinta maior população mundial, e disse que a partir da gestão do presidente eleito, Jair Bolsonaro, haverá “nova era entre Israel e a grande potência chamada Brasil”.

A mensagem foi postada em sua conta no Twitter. “É uma grande mudança com Bolsonaro. Estou contente por podermos começar uma nova era entre Israel e a grande potência chamada Brasil.”

Netanyahu manifestou sua expectativa diante da primeira visita ao Brasil. “Vamos discutir os laços de Israel com o maior país da América Latina, o quinto mais populoso do mundo. O Brasil é um país enorme, com enorme potencial para o Estado de Israel, economicamente, diplomaticamente e vis-à-vis segurança”.

Na manhã de hoje, a Embaixada de Israel no Brasil divulgou vídeo em que o embaixador Yossi Shelley fala sobre a visita. “É a primeira vez que um primeiro-ministro de Israel chega ao Brasil e vai encontrar o presidente Jair Bolsonaro para continuar nossas parcerias em agricultura, água e segurança pública”, disse.

Atividades

O primeiro-ministro desembarca de manhã no Rio de Janeiro e fica no país até terça-feira (1º), quando participa da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Nesta sexta-feira, eles almoçam no Forte de Copacabana. Também estarão presentes os futuros ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa).

Bolsonaro pretende transferir a Embaixada do Brasil de TelAviv para Jerusalém. Os Estados Unidos foram o primeiro país a adotar a mudança. A medida não é consensual, pois Jerusalém é um território disputado por questões políticas e religiosas entre judeus e muçulmanos.

A visita ocorre em meio a dificuldades na política interna israelense. Netanyahu enfrenta um processo judicial por denúncias de desvios. Há também ausência de consenso em torno de um projeto que fixa novas regras para o serviço militar, que levou o Parlamento de Israel a antecipar em sete meses as eleições parlamentares que ocorrerão em 9 de abril.

Agenda

No final da tarde, Netanyahu irá à sinagoga Beit Yaakov para a cerimônia religiosa do shabat. Nos dias em que ficará no Brasil, a agenda do primeiro-ministro será intensa. Ele terá conversas com jornalistas, líderes da comunidade judaica e Amigos Cristãos de Israel.

Durante a visita, o primeiro-ministro israelense aproveita para manter reuniões bilaterais com líderes estrangeiros. Ele se reúne com o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo. O último compromisso no Brasil será com o presidente do Chile, Sebastian Piñera.

João de Deus presta depoimento no Ministério Público de Goiás

O médium João de Deus chega à Casa Dom Inpacio Loyola, em Abadiânia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

O médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, prestou depoimento hoje (26) aos promotores da força-tarefa criada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que investiga as acusações de crimes sexuais. As acusações foram apresentadas por mulheres que afirmam que, ao buscar tratamento espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), sofreram abusos sexuais.

João de Deus está detido em caráter preventivo no Núcleo de Custódio do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, nos arredores da capital goiana, desde o último dia 16. Alegando inocência, ele já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obter o direito de deixar a unidade prisional e cumprir prisão preventiva domiciliar, com o uso de tornozeleira. O recurso ao STF foi apresentado após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negarem habeas corpus ao médium.

O médium deixou o complexo prisional cercado por forte esquema de segurança e chegou ao MP-GO por volta das 10 horas. Saiu cerca de duas horas depois e o teor de seu depoimento não foi divulgado.

Além do depoimento, os promotores que integram a força-tarefa do MP-GO ouviram mulheres que afirmam ser vítimas de João de Deus e também testemunhas. Até a última sexta-feira (21), a força-tarefa já contabilizava 596 contatos feitos por supostas vítimas por e-mail ou telefone. Destes, foram identificadas 255 possíveis vítimas, das quais 75 já haviam sido ouvidas formalmente até a mesma data. Segundo o MP-GO, 23 das 255 possíveis vítimas tinham entre 9 e 14 anos por ocasião dos fatos.

Entre as supostas vítimas identificadas, 39 são de Brasília e as outras de Goiás (21), do Rio Grande do Sul (20), Espírito Santos (11), Minas Gerais (15), Rio de Janeiro (7), Paraná (6), Santa Catarina (4), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (1), Maranhão (1), Pernambuco (1), Piauí (1) e Tocantins (1). Entre as mensagens recebidas pelo MP estadual há também mulheres que vivem no exterior: nos Estados Unidos (4), Austrália (3), Alemanha (1), Bélgica (1), Bolívia (1) e Itália (1).

A esposa do médium João de Deus, Ana Keyla Teixeira, de 40 anos, deve prestar depoimento hoje à Polícia Civil. A oitiva deve ocorrer a partir de 13h. Inicialmente, ela prestaria depoimento na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), mas, segundo a assessoria da Polícia Civil de Goiás, “por questões de logística”, o depoimento foi alterado, e Ana Keyla será ouvida pela delegada Patrícia Meotti, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiânia.

Além disso, a assessoria da Polícia Civil informou que João de Deus só deve voltar a prestar depoimento na Polícia Civil depois de novas diligências, incluindo oitivas de testemunhas.

*Colaborou Karine Melo, repórter da Agência Brasil

Agenda Cultural: Neide Vital e o DJ Raduki se apresentam no Caatingueiros Bar na balada mais colorida do ano

Da Redação

A cantora Neide Vital e o DJ Raduki se apresentam no Caatingueiros Bar, dia 29 de dezembro às 22h para celebrar o Bye Bye 2018, a balada mais colorida do ano.

Ingresso antecipado: R$ 20,00
Casadinha: R$ 30,00
Vendas: Mídia Explosão, próximo ao Supermercado Prakasa.

Mais informações: https://www.facebook.com/caatingueirosbar

75% de todas as pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico, diz novo relatório do UNAIDS

Por UNAIDS Brasil

O novo relatório do UNAIDS mostra que os esforços intensificados em testagem e tratamento do HIV estão alcançando mais pessoas que vivem com o vírus. Em 2017, três quartos das pessoas que vivem com o HIV (75%) conheciam seu estado sorológico, comparado a apenas dois terços (67%) em 2015. Em 2017, 21,7 milhões de pessoas vivendo com HIV (59%) tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que em 2015 esse número era de 17,2 milhões.  No entanto, o relatório mostra que 9,4 milhões de pessoas vivendo com HIV não sabem que vivem com o vírus e precisam urgentemente estar vinculadas aos serviços de testagem e tratamento do HIV.

O relatório Conhecimento é Poder (veja em inglês aqui) revela que, embora o número de pessoas que vivem com HIV com carga viral suprimida tenha subido cerca de 10 pontos percentuais nos últimos três anos, chegando a 47% em 2017, 19,4 milhões de pessoas vivendo com HIV ainda não alcançaram a supressão da carga viral. Para se manter saudável e prevenir a transmissão, o vírus precisa ser suprimido para níveis indetectáveis ​​ou muito baixos por meio de terapia antirretroviral continuada. E para monitorar a carga viral de forma eficaz, as pessoas que vivem com HIV precisam ter acesso ao teste de carga viral a cada 12 meses.

“O teste de carga viral é o ‘padrão ouro’ Do monitoramento do tratamento do HIV”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “O teste mostra que o tratamento está funcionando, mantendo as pessoas vivas e bem e mantendo o vírus firmemente sob controle.”

O relatório descreve que o acesso ao teste de carga viral é variado. Em algumas partes do mundo, fazer um teste de carga viral é fácil e totalmente integrado ao tratamento do HIV, mas em outros lugares existe apenas uma máquina de carga viral para todo o país.

“O monitoramento da carga viral precisa estar disponível tanto em Lilongwe, quanto em Londres”, disse Sidibé. “Testes de HIV e de carga viral devem ser iguais e acessíveis a todas as pessoas vivendo com HIV, sem exceção.”

Na Costa do Marfim, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) está apoiando um plano nacional para o aumento dos testes de carga viral. Em apenas três anos, o número de pessoas em tratamento duplicou e 10 laboratórios adicionais iniciaram testes de carga viral. Em seguida, a cobertura de testes de carga viral aumentou de 14% em 2015 para 66% em 2017 e está projetada para chegar a 75% até o final de 2018.

“O tema do UNAIDS para o Dia Mundial contra a AIDS deste ano reitera o fato de que o teste de HIV continua sendo a única maneira de conhecer seu estado sorológico e adotar um plano de vida saudável”, disse Eugène Aka Aouele, Ministro da Saúde e Higiene Pública da Costa do Marfim.

Teste de HIV e de carga viral em crianças

O teste de carga viral é particularmente importante para recém-nascidos, pois o HIV avança muito mais rápido em crianças—o pico de mortalidade para crianças que nascem com HIV é de 2 a 3 meses de vida. O teste de diagnóstico rápido padrão é ineficaz até os 18 meses de idade. O único teste de HIV válido para uma criança pequena é o teste virológico, que precisa ser feito dentro das primeiras quatro a seis semanas de vida. No entanto, em 2017, apenas metade (52%) das crianças expostas ao HIV em países com altas taxas de infecção pelo vírus recebeu um teste nos primeiros dois meses de vida.

Estão sendo feitos avanços importantes. Novas tecnologias de testagem em postos de atendimento, que acontecem em um ambiente mais próximo das pessoas, mostraram que o tempo necessário para receber os resultados dos testes das crianças diminuiu de meses para minutos, o que está salvando vidas.

 As barreiras persistentes para que as pessoas conheçam seu estado sorológico

O relatório mostra que estigma e discriminação são as maiores barreiras ao teste do HIV. Estudos entre mulheres, homens, jovens e populações-chave revelaram que o medo de ser visto em serviços de HIV e de que esta informação seja compartilhada com familiares, amigos, parceiros sexuais ou comunidade em geral, estava impedindo o acesso aos serviços de HIV, incluindo o teste.

Para as populações-chave—profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans, pessoas privadas de liberdade, gays e outros homens que fazem sexo com homens—essas barreiras podem afetar o acesso de forma ainda mais intensa. O estigma e a discriminação, na sociedade e nos serviços de saúde, podem impedir que membros de populações-chave tenham acesso a cuidados de saúde, enquanto leis punitivas podem aumentar a discriminação e as taxas de violência, criando barreiras adicionais, incluindo medo de prisão e assédio.

“Na Costa do Marfim, a prevalência do HIV entre profissionais do sexo é de 11%, entre homens que fazem sexo com homens é de 13% e de e 9,2% para pessoas que usam drogas injetáveis”, disse Pélagie Kouamé, presidente da Rede de Populações-Chave da Costa do Marfim. “Não podemos deixar as populações-chave para trás. As coisas devem mudar e evoluir para que possamos sair das sombras e viver sem medo.”

Outras barreiras incluem a violência ou a ameaça de violência, especialmente entre mulheres jovens e meninas. As leis e políticas de consentimento parental também são barreiras, uma vez que em alguns países jovens com menos de 18 anos precisam do consentimento dos pais para fazer o teste de HIV. Além disso, os serviços são frequentemente muito distantes e difíceis de acessar ou muito caros. Também pode haver atrasos ou falhas nos resultados do teste de HIV e atrasos no início do tratamento. Em alguns países, as pessoas não procuram fazer o teste do HIV, pois acham que não estão em risco—no Maláui, um estudo descobriu que entre adolescentes e mulheres jovens (com idades entre 15 e 24 anos) em maior risco de infecção por HIV, mais da metade (52%) não se considerava em risco de contrair o vírus e, por isso, é improvável que procurassem serviços de testagem.

Novas opções de testagem

O relatório Conhecimento é Poder destaca como o fornecimento de uma variedade de opções de testes e serviços, como testes baseados na comunidade e testes domiciliares, pode ajudar a mitigar muitas das barreiras logísticas, estruturais e sociais para a testagem do HIV. As novas opções são oferecidas para pessoas que moram longe dos serviços de saúde, não têm restrições de horários inconvenientes, o que é particularmente importante para homens e populações-chave, e não vem com o estigma e a discriminação geralmente percebidos em serviços de saúde tradicional e de HIV.

“Não podemos esperar que as pessoas adoeçam”, disse Harouna Koné, Presidente da Plataforma de Redes na Luta Contra a AIDS. “Temos que ir às nossas comunidades e oferecer serviços de testagem e tratamento do HIV.”

O relatório destaca a importância de adotar uma abordagem composta por cinco pilares essenciais: consentimento, confidencialidade, aconselhamento, testes com resultados corretos e conexão/vinculação com prevenção, cuidado e tratamento. “Não existe uma abordagem única para todos os testes de HIV”, disse Sidibé. “Há várias estratégias diferentes necessárias para alcançar as pessoas em risco de infecção pelo vírus, incluindo abordagens inovadoras, como o autoteste, em que as pessoas podem se sentir mais à vontade para que sua privacidade seja respeitada.”

Outro passo importante é integrar serviços de testagem para HIV dentro de outros serviços de saúde, incluindo serviços de saúde materno-infantil, serviços de tuberculose e serviços para infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais. A tuberculose é a principal causa de morte de pessoas que vivem com HIV, sendo responsável por uma em cada três mortes relacionadas à AIDS; no entanto, estima-se que 49% das pessoas que vivem com HIV e tuberculose desconhecem sua coinfecção e, portanto, não estão recebendo os cuidados.

O acesso ao teste do HIV é um direito humano básico, e o UNAIDS está pedindo um compromisso global para remover as barreiras que impedem as pessoas de fazer o teste, o que inclui a eliminar o estigma e discriminação relacionados ao HIV, assegurar confidencialidade nos serviços de testagem e tratamento do HIV, implantar uma combinação ideal de estratégias de testagem para alcançar as populações mais necessitadas, integrar os serviços de HIV com outros serviços de saúde, remover barreiras políticas e legais que dificultam o acesso ao teste e tratamento do HIV, expandir o acesso ao monitoramento de carga viral em países de baixa e média renda e garantir o acesso ao diagnóstico precoce para recém-nascidos.

O relatório demonstra que a implementação dessas medidas levará a um enorme progresso para assegurar que todas as pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus tenham acesso aos serviços capazes de salvar vidas.

Em 2017, estima-se que:

  • 36,9 milhões [31,1 milhões – 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV;
  • 21,7 milhões [19,1 milhões – 22,6 milhões] de pessoas com acesso à terapia antirretroviral;
  • 1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV;
  • 940.000 [670.000 – 1,3 milhão] de mortes por doenças relacionadas à AIDS.

UNAIDS e Gestos iniciam série de treinamentos sobre ‘Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV’

Por UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizou dias 27 e 28 de novembro, em Recife (PE), o primeiro treinamento sobre o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV.   A capacitação de pessoas vivendo com HIV, feita em parceria com a ONG Gestos Soropositividade, Comunicação e Gênero, faz parte de uma série de sete treinamentos que serão realizados dentro do Plano Conjunto sobre HIV e AIDS das Nações Unidas 2018-2019. 

Além da capital Pernambucana, também receberão sessões de treinamento, entre dezembro de 2018 e março de 2019, as cidades de Salvador, Manaus, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Cerca de 60 voluntários serão trainados para a aplicação dos questionários entre pares, prevista para abril de 2019. 

Os treinamentos sobre o Índice de Estigma são voltados para a capacitação de pessoas que vivem com HIV a fim de que elas possam aplicar os questionários entre pares para levantar informações relevantes sobre estigma e discriminação no Brasil em relação a essa população específica, hoje estimada em quase 900 mil pessoas. O Índice permite não apenas entender o impacto do estigma sobre essas pessoas, mas também oferece subídis importantes para a construção de políticas públicas voltadas para a resposta ao HIV e à AIDS. 

O objetivo do projeto é conseguir que mais de 2 mil pessoas vivendo com HIV respondam aos questionários para que o Brasil possa ter, pela primeira vez, o seu próprio Índice de Estigma. Esta metodologia global já foi aplicada em mais de 100 países e contou com a participação de mais de 100 mil pessoas desde sua criação em 2008.  

“Estamos muito animados com a implementação deste levantamento, pois precisamos destes dados para enfrentar a falta de espaço que ainda existe em nossa sociedade para falar deste tema”, disse Alessandra Nilo, Diretora da Gestos. “Acredito que vamos abrir um diálogo muito importante com diversos atores da sociedade.”  

Serão entrevistadas pessoas vivendo com HIV maiores de 18 anos, que morem na região metropolitana de uma das sete cidades onde foram realizados os treinamentos. Todas as informações são sigilosas. A análise dos dados coletados será feita em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), e a previsão de publicação é no segundo semestre de 2019.  

Para a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV mostra, a partir de um processo metodológico sério, que o preconceito e a discriminação existem na vida real. “Nós precisamos de dados que afirmem a necessidade de políticas públicas para as populações-chave. Mas para além do resultado, eu acredito que o processo todo já empodera às pessoas vivendo com HIV”, destacou.  

Conheça mais sobre o Índice de Estigma em Relação às Passoas Vivendo com HIV em http://www.stigmaindex.org/.  

A Gestos, parceira no projeto de treinamento para implementação do Índice no Brasil, ocupa atualmente uma das vagas reservadas para organizações da sociedade civil, incluindo aquelas de pessoas vivendo com HIV, na Junta de Coordenação do UNAIDS, conhecido pela sigla em inglês PCB (Programme Coordinating Board).  

A Junta conta com representantes de cinco ONGs—três de países em desenvolvimento e duas de países desenvolvidos ou com economias em transição—, que podem servir por até três anos como observadoras (sem direito a voto). As cinco organizações têm um representante cada e recebem apoio de outras cinco ONGs, que podem atuar como representantes alternados.  

UNAIDS lança site ‘Deu Positivo, e Agora?’ com informações essenciais para jovens recém-diagnosticados com HIV

Por UNAIDS Brasil

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lança hoje a plataforma online Deu Positivo, e Agora? (deupositivoeagora.org): um site que reúne informações sobre HIV em linguagem atualizada, clara, acessível, com foco em jovens que acabaram de receber diagnóstico positivo para o HIV, o vírus da imunodeficiência humana. A iniciativa conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO). 

O objetivo é mostrar que o tratamento, quando iniciado precocemente e seguido de forma adequada garante melhor qualidade de vida à pessoa. Estudos científicos já comprovaram que a adesão ao tratamento antirretroviral leva as pessoas vivendo com HIV à redução da carga viral no organismo, alcançando um nível chamado de “indetectável”. Com a carga viral indetectável, o HIV deixa de ser transmitido a outras pessoas—conhecido pela expressão “indetectável = intransmissível”—, o que coloca o tratamento antirretroviral como um dos diversos métodos da Prevenção Combinada.  

 “A gente percebeu que as pessoas, quando recebem o disgnóstico positivo para o HIV, geralmente correm para a internet para buscar informação. Só que percebemos também que, na internet, há muita desinformação”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil. “A ideia do projeto é suprir essa necessidade de informação sobre HIV. Que as pessoas possam chegar e encontrar, em um só lugar, informações que sejam de qualidade, acolhedoras e de uma forma que seja também leve.” 

Além de incentivar a adesão ao tratamento antirretroviral, os materiais reunidos no site têm o objetivo de mostrar que é possível viver com HIV e ser saudável, ter relacionamentos, ter filhos, exercer seus direitos, entre tantos outros pontos. É também mostrar que o diagnóstico positivo para HIV pode ser um novo começo de vida, com uma nova mentalidade, novas conquistas e aprendizados.    

O número de casos de AIDS entre jovens de 15 a 24 anos tem crescido nos últimos dez anos: as taxa de detecção de casos de AIDS entre jovens do sexo masculino nesta faixa etária mais que dobraram em uma década: 3 para 7 casos por 100 mil habitantes (15 a 19 anos) e de 15,6 para 36,2 casos por 100 mil habitantes (20 a 24 anos)—os dados são do Boletim Epidemiológico de HIV 2018, divulgado pelo Ministério da Saúde. Entre mulheres, as taxas têm mostrado uma tendência de queda em quase todas as faixas etárias. 

O Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de renda média e baixa. Apesar disso, a adesão ao tratamento disponível gratuitamente pelo SUS ainda é um desafio. Das pessoas estimadas vivendo com HIV no país, 84% já fizeram o teste de HIV; destas, 75% estão em tratamento para o HIV; e, dentro deste grupo de pessoas em tratamento, cerca de 92% apresentam carga viral indetectável. 

Mesmo com toda a estrutura e medicamentos disponíveis, há um número importante de quase 200 mil de pessoas diagnosticadas com HIV e que, por diversos motivos, não se encontram em tratamento. Os jovens vivendo com HIV estão entre os que apresentam os menores níveis de adesão ao tratamento antirretroviral. A plataforma Deu Positivo, e Agora? surge como uma resposta a deste desafio e busca engajar os jovens oferecendo informações corretas sobre HIV, em linguagem acessível e  livre de estigma e discriminação. 

Além de 12 vídeos com informações essenciais sobre HIV (tratamento, relacionamentos sorodiferentes, filhos, prevenção, direitos, entre outros), o site conta com materiais adicionais como gráficos, resumos dos vídeos, histórias de vida e referências para outros sites oficiais. Participam do projeto influenciadores digitais e pessoas que vivem ou convivem com HIV engajadas como ativistas na área de prevenção e sensibilização sobre a epidemia no Brasil.

O jovem Lucas Raniel, que participa dos vídeos, foi ao programa Altas Horas, da Rede Globo, para falar um pouco sobre o Deu Positivo, e Agora? e conversar com os participantes sobre sua vivência. Lucas contou sobre o momento em que recebeu o diagnóstico positivo para o HIV, sobre a importância da testagem e da prevenção e sobre o conceito ‘indetectável = intransmissível’, entre outros tema. Segundo ele, “a partir do momento que temos diálogo dentro de casa, com o parceiro, com os amigos, com a família, as coisas fluem melhor e as pessoas conseguem ter uma vida sexual mais saudável”.

Clique na imagem e assista ao vídeo no Globoplay

Entendendo a relação do jovem com o HIV   

Esta mesma geração que tem sido mais fortemente afetada pela epidemia é também aquela que hoje busca e recebe informações de forma mais frequente na internet. Uma pesquisa realizada pelo grupo Credit Suisse com jovens brasileiros de 16 a 25 anos (Credit Suisse Youth Barometer 2014) apontou que, para 93% deles, a internet é muito importante, e que, além disso, 63% deles passam mais de duas horas por dia online. 

Outro dado relevante é o fato de que, cada vez mais, as pessoas têm acessado a internet para buscar informações sobre a saúde. Uma pesquisa feita pela seguradora de saúde Bupa, em 2011, a Bupa Health Pulse, constatou que 86% dos brasileiros com acesso à Internet utilizam a rede para buscar orientações sobre saúde, remédios e condições médicas.  A pesquisa mostra, que destes 86%, 68% buscam, online, informações sobre medicamentos, 45% buscam informações sobre hospitais e 41% buscam conhecer, na Internet, experiências de outros pacientes com determinado problema de saúde. Contudo, um dado preocupante é que  somente um quarto das pessoas verifica as fontes das informações.

Embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS

Wanessa Camargo e Mateus Solano, Embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil, postaram em suas redes sociais sobre o Deu Positivo, e Agora?, convidando seus fãs a conhecerem o site.

É nosso anseio que IrecePress.com e CulturaePoder.com se consolidem no mercado do jornalismo hiperlocal e segmentado

Irecê, 13 de janeiro de 2018
Saudações terráqueos!
3h25 da manhã. Acordei cedo e tomei um banho quente. Inspirado, escrevi parte do Plano de Negócios da JF Comunicações. O trabalho não para. Organizar fluxogramas. A permanente atualização da agenda de fontes. Ativar a área comercial do grupo, afinal, nenhum empreendimento vai a frente sem financiamento. Na parte editorial, retornaremos com IrecePress.com e CulturaePoder.com na segunda-feira (15.01).
IrecePress.com tem o objetivo de ser A Agência de Notícias do Território de Irecê e portanto cobre jornalisticamente os 20 municípios que o compõem. “Leia Irecê como você nunca leu”, é o nosso slogan e o nosso anseio. Oferecer narrativas imersivas no jornalismo, pois contar histórias faz parte do nosso cotidiano
CulturaePoder.com, por ora, segue sua área de cobertura em Juazeiro-BA e Petrolina-PE, através do jornalismo segmentado nas editorias de Cultura, Política e Economia. Um projeto em construção.
Ainda lançaremos o ousado projeto do nosso Banco de Imagens, cujos esforços iniciais se concentram no tratamento e publicação de fotografias que refletem modos de vida dos ribeirinhos e ribeirinhas do Rio São Francisco em imagens autorais deste repórter e editor que vos fala.
Jornalismo de Dados, Newsletter e Dossiês Jornalísticos exclusivos para assinantes, Plataforma de financiamento de projetos jornalísticos colaborativos e reportagens especiais na plataforma multimeios AdobeSpark são algumas das novidades que traremos ao longo do ano, para você, que é a nossa audiência e razão de existir.
Durante este ano é crucial para nós, da JF Comunicações estreitar os laços com nossos públicos, sejam eles externos (A audiência, anunciantes, fontes) ou internos (jornalistas, repórteres, editores, estagiários, administrativo). Para isso, colocaremos a disposição a nossa quase onipresença nas redes e mídias sociais, cujas contas, também divulgaremos em breve e o nosso inovador serviço de Intranet!
Até logo mais!
CEO & Founder JF Comunicações