Acervo Pedro Firme do Carmo (In Memorian) resgata parte da Historiografia da Política da Bahia, de Presidente Dutra, de Irecê e seu Território em textos e imagens preliminares

Texto e imagens: Juliano Ferreira/IrecePress

Revelamos hoje (23) com exclusividade parte do Acervo Pedro Firme do Carmo, que traz documentos de parte da história da política de Presidente Dutra, de Irecê, de Itaguaçu da Bahia, de Xique-Xique, de Uibaí, da Vila de Campo Formoso e de Araçatuba, dentre outras localidades. Pedro Firme do Carmo (in Memorian) foi casado com minha avó, Edna Silva do Carmo que me deu uma aula de política e memória oral, no inventário dos documentos, a ela dedico estas primeiras imagens fotodigitalizadas.

Evoco, Araçatuba, povoado de Presidente Dutra, cidade do interior baiano, capital da Pinha e que vivi parte da infância. Era lá que meus avós maternos moravam. Pedro Firme do Carmo e Edna Silva do Carmo.

A imagem de meu avô sentado embaixo da árvore em seu tamborete é tão cristalina que consigo enxergá-lo e ouvi-lo reclamando por conta da TV alta em períodos de jogo da copa do mundo. E o seu jeito de reclamar era sui generis. Era com um pigarreado na garganta que ecoava do quarto, quando o mesmo estava deitado.

Certa oportunidade, fomos, eu e minhas primas, ajudá-lo a plantar mamona em sua roça, para que as sementes terminassem logo, jogávamos várias delas em cada cova. Ao nascer foi trágico. Vários pés de mamona uns por cima dos outros.

As recordações vão se passando em minha memória e elas vão se tornando indeléveis a medida que vou trazendo-as. Nada mais existe. Com sua morte, tudo fora vendido. Antes de partir e ainda lúcido, no hospital municipal de Irecê, me deu os últimos R$10,00. Já não havia jeito. Sua morte foi tão tranquila e serena, deitado, em sua casa, em Araçatuba.

Era um homem reto e íntegro, todas as tardes pegava seus óculos e seu livro de reflexões religiosas e ia rezar no fundo do quintal. Não havia ninguém que atravessasse a estrada de um lado e de outro, que não falasse com ele, vindo pessoalmente ou a distância.

Meu avô me ensinou, sem nunca ter lido Neruda, porque as árvores escondem o esplendor de suas raízes. Elas, as raízes não precisam ser vistas, mas toda a árvore sabe, que sem raízes, não é ninguém.

Minhas raízes estão vivas dentro de mim. E é por isso que dedico estas fotografias do espectro político de meu avô, minha avó e minha mãe, mesmo sendo petista, é uma homenagem que realizo a eles, por toda a formação que me proporcionaram. Susan Sontag nos ensinou o poder da fotografia, a fotografia como documento histórico, a fotografia com a capacidade de desvelar realidades não vistas.

Galeria de imagens

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75% de todas as pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico, diz novo relatório do UNAIDS

Por UNAIDS Brasil

O novo relatório do UNAIDS mostra que os esforços intensificados em testagem e tratamento do HIV estão alcançando mais pessoas que vivem com o vírus. Em 2017, três quartos das pessoas que vivem com o HIV (75%) conheciam seu estado sorológico, comparado a apenas dois terços (67%) em 2015. Em 2017, 21,7 milhões de pessoas vivendo com HIV (59%) tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que em 2015 esse número era de 17,2 milhões.  No entanto, o relatório mostra que 9,4 milhões de pessoas vivendo com HIV não sabem que vivem com o vírus e precisam urgentemente estar vinculadas aos serviços de testagem e tratamento do HIV.

O relatório Conhecimento é Poder (veja em inglês aqui) revela que, embora o número de pessoas que vivem com HIV com carga viral suprimida tenha subido cerca de 10 pontos percentuais nos últimos três anos, chegando a 47% em 2017, 19,4 milhões de pessoas vivendo com HIV ainda não alcançaram a supressão da carga viral. Para se manter saudável e prevenir a transmissão, o vírus precisa ser suprimido para níveis indetectáveis ​​ou muito baixos por meio de terapia antirretroviral continuada. E para monitorar a carga viral de forma eficaz, as pessoas que vivem com HIV precisam ter acesso ao teste de carga viral a cada 12 meses.

“O teste de carga viral é o ‘padrão ouro’ Do monitoramento do tratamento do HIV”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “O teste mostra que o tratamento está funcionando, mantendo as pessoas vivas e bem e mantendo o vírus firmemente sob controle.”

O relatório descreve que o acesso ao teste de carga viral é variado. Em algumas partes do mundo, fazer um teste de carga viral é fácil e totalmente integrado ao tratamento do HIV, mas em outros lugares existe apenas uma máquina de carga viral para todo o país.

“O monitoramento da carga viral precisa estar disponível tanto em Lilongwe, quanto em Londres”, disse Sidibé. “Testes de HIV e de carga viral devem ser iguais e acessíveis a todas as pessoas vivendo com HIV, sem exceção.”

Na Costa do Marfim, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) está apoiando um plano nacional para o aumento dos testes de carga viral. Em apenas três anos, o número de pessoas em tratamento duplicou e 10 laboratórios adicionais iniciaram testes de carga viral. Em seguida, a cobertura de testes de carga viral aumentou de 14% em 2015 para 66% em 2017 e está projetada para chegar a 75% até o final de 2018.

“O tema do UNAIDS para o Dia Mundial contra a AIDS deste ano reitera o fato de que o teste de HIV continua sendo a única maneira de conhecer seu estado sorológico e adotar um plano de vida saudável”, disse Eugène Aka Aouele, Ministro da Saúde e Higiene Pública da Costa do Marfim.

Teste de HIV e de carga viral em crianças

O teste de carga viral é particularmente importante para recém-nascidos, pois o HIV avança muito mais rápido em crianças—o pico de mortalidade para crianças que nascem com HIV é de 2 a 3 meses de vida. O teste de diagnóstico rápido padrão é ineficaz até os 18 meses de idade. O único teste de HIV válido para uma criança pequena é o teste virológico, que precisa ser feito dentro das primeiras quatro a seis semanas de vida. No entanto, em 2017, apenas metade (52%) das crianças expostas ao HIV em países com altas taxas de infecção pelo vírus recebeu um teste nos primeiros dois meses de vida.

Estão sendo feitos avanços importantes. Novas tecnologias de testagem em postos de atendimento, que acontecem em um ambiente mais próximo das pessoas, mostraram que o tempo necessário para receber os resultados dos testes das crianças diminuiu de meses para minutos, o que está salvando vidas.

 As barreiras persistentes para que as pessoas conheçam seu estado sorológico

O relatório mostra que estigma e discriminação são as maiores barreiras ao teste do HIV. Estudos entre mulheres, homens, jovens e populações-chave revelaram que o medo de ser visto em serviços de HIV e de que esta informação seja compartilhada com familiares, amigos, parceiros sexuais ou comunidade em geral, estava impedindo o acesso aos serviços de HIV, incluindo o teste.

Para as populações-chave—profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans, pessoas privadas de liberdade, gays e outros homens que fazem sexo com homens—essas barreiras podem afetar o acesso de forma ainda mais intensa. O estigma e a discriminação, na sociedade e nos serviços de saúde, podem impedir que membros de populações-chave tenham acesso a cuidados de saúde, enquanto leis punitivas podem aumentar a discriminação e as taxas de violência, criando barreiras adicionais, incluindo medo de prisão e assédio.

“Na Costa do Marfim, a prevalência do HIV entre profissionais do sexo é de 11%, entre homens que fazem sexo com homens é de 13% e de e 9,2% para pessoas que usam drogas injetáveis”, disse Pélagie Kouamé, presidente da Rede de Populações-Chave da Costa do Marfim. “Não podemos deixar as populações-chave para trás. As coisas devem mudar e evoluir para que possamos sair das sombras e viver sem medo.”

Outras barreiras incluem a violência ou a ameaça de violência, especialmente entre mulheres jovens e meninas. As leis e políticas de consentimento parental também são barreiras, uma vez que em alguns países jovens com menos de 18 anos precisam do consentimento dos pais para fazer o teste de HIV. Além disso, os serviços são frequentemente muito distantes e difíceis de acessar ou muito caros. Também pode haver atrasos ou falhas nos resultados do teste de HIV e atrasos no início do tratamento. Em alguns países, as pessoas não procuram fazer o teste do HIV, pois acham que não estão em risco—no Maláui, um estudo descobriu que entre adolescentes e mulheres jovens (com idades entre 15 e 24 anos) em maior risco de infecção por HIV, mais da metade (52%) não se considerava em risco de contrair o vírus e, por isso, é improvável que procurassem serviços de testagem.

Novas opções de testagem

O relatório Conhecimento é Poder destaca como o fornecimento de uma variedade de opções de testes e serviços, como testes baseados na comunidade e testes domiciliares, pode ajudar a mitigar muitas das barreiras logísticas, estruturais e sociais para a testagem do HIV. As novas opções são oferecidas para pessoas que moram longe dos serviços de saúde, não têm restrições de horários inconvenientes, o que é particularmente importante para homens e populações-chave, e não vem com o estigma e a discriminação geralmente percebidos em serviços de saúde tradicional e de HIV.

“Não podemos esperar que as pessoas adoeçam”, disse Harouna Koné, Presidente da Plataforma de Redes na Luta Contra a AIDS. “Temos que ir às nossas comunidades e oferecer serviços de testagem e tratamento do HIV.”

O relatório destaca a importância de adotar uma abordagem composta por cinco pilares essenciais: consentimento, confidencialidade, aconselhamento, testes com resultados corretos e conexão/vinculação com prevenção, cuidado e tratamento. “Não existe uma abordagem única para todos os testes de HIV”, disse Sidibé. “Há várias estratégias diferentes necessárias para alcançar as pessoas em risco de infecção pelo vírus, incluindo abordagens inovadoras, como o autoteste, em que as pessoas podem se sentir mais à vontade para que sua privacidade seja respeitada.”

Outro passo importante é integrar serviços de testagem para HIV dentro de outros serviços de saúde, incluindo serviços de saúde materno-infantil, serviços de tuberculose e serviços para infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais. A tuberculose é a principal causa de morte de pessoas que vivem com HIV, sendo responsável por uma em cada três mortes relacionadas à AIDS; no entanto, estima-se que 49% das pessoas que vivem com HIV e tuberculose desconhecem sua coinfecção e, portanto, não estão recebendo os cuidados.

O acesso ao teste do HIV é um direito humano básico, e o UNAIDS está pedindo um compromisso global para remover as barreiras que impedem as pessoas de fazer o teste, o que inclui a eliminar o estigma e discriminação relacionados ao HIV, assegurar confidencialidade nos serviços de testagem e tratamento do HIV, implantar uma combinação ideal de estratégias de testagem para alcançar as populações mais necessitadas, integrar os serviços de HIV com outros serviços de saúde, remover barreiras políticas e legais que dificultam o acesso ao teste e tratamento do HIV, expandir o acesso ao monitoramento de carga viral em países de baixa e média renda e garantir o acesso ao diagnóstico precoce para recém-nascidos.

O relatório demonstra que a implementação dessas medidas levará a um enorme progresso para assegurar que todas as pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus tenham acesso aos serviços capazes de salvar vidas.

Em 2017, estima-se que:

  • 36,9 milhões [31,1 milhões – 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV;
  • 21,7 milhões [19,1 milhões – 22,6 milhões] de pessoas com acesso à terapia antirretroviral;
  • 1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV;
  • 940.000 [670.000 – 1,3 milhão] de mortes por doenças relacionadas à AIDS.
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UNAIDS e Gestos iniciam série de treinamentos sobre ‘Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV’

Por UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizou dias 27 e 28 de novembro, em Recife (PE), o primeiro treinamento sobre o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV.   A capacitação de pessoas vivendo com HIV, feita em parceria com a ONG Gestos Soropositividade, Comunicação e Gênero, faz parte de uma série de sete treinamentos que serão realizados dentro do Plano Conjunto sobre HIV e AIDS das Nações Unidas 2018-2019. 

Além da capital Pernambucana, também receberão sessões de treinamento, entre dezembro de 2018 e março de 2019, as cidades de Salvador, Manaus, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Cerca de 60 voluntários serão trainados para a aplicação dos questionários entre pares, prevista para abril de 2019. 

Os treinamentos sobre o Índice de Estigma são voltados para a capacitação de pessoas que vivem com HIV a fim de que elas possam aplicar os questionários entre pares para levantar informações relevantes sobre estigma e discriminação no Brasil em relação a essa população específica, hoje estimada em quase 900 mil pessoas. O Índice permite não apenas entender o impacto do estigma sobre essas pessoas, mas também oferece subídis importantes para a construção de políticas públicas voltadas para a resposta ao HIV e à AIDS. 

O objetivo do projeto é conseguir que mais de 2 mil pessoas vivendo com HIV respondam aos questionários para que o Brasil possa ter, pela primeira vez, o seu próprio Índice de Estigma. Esta metodologia global já foi aplicada em mais de 100 países e contou com a participação de mais de 100 mil pessoas desde sua criação em 2008.  

“Estamos muito animados com a implementação deste levantamento, pois precisamos destes dados para enfrentar a falta de espaço que ainda existe em nossa sociedade para falar deste tema”, disse Alessandra Nilo, Diretora da Gestos. “Acredito que vamos abrir um diálogo muito importante com diversos atores da sociedade.”  

Serão entrevistadas pessoas vivendo com HIV maiores de 18 anos, que morem na região metropolitana de uma das sete cidades onde foram realizados os treinamentos. Todas as informações são sigilosas. A análise dos dados coletados será feita em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), e a previsão de publicação é no segundo semestre de 2019.  

Para a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV mostra, a partir de um processo metodológico sério, que o preconceito e a discriminação existem na vida real. “Nós precisamos de dados que afirmem a necessidade de políticas públicas para as populações-chave. Mas para além do resultado, eu acredito que o processo todo já empodera às pessoas vivendo com HIV”, destacou.  

Conheça mais sobre o Índice de Estigma em Relação às Passoas Vivendo com HIV em http://www.stigmaindex.org/.  

A Gestos, parceira no projeto de treinamento para implementação do Índice no Brasil, ocupa atualmente uma das vagas reservadas para organizações da sociedade civil, incluindo aquelas de pessoas vivendo com HIV, na Junta de Coordenação do UNAIDS, conhecido pela sigla em inglês PCB (Programme Coordinating Board).  

A Junta conta com representantes de cinco ONGs—três de países em desenvolvimento e duas de países desenvolvidos ou com economias em transição—, que podem servir por até três anos como observadoras (sem direito a voto). As cinco organizações têm um representante cada e recebem apoio de outras cinco ONGs, que podem atuar como representantes alternados.  

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Indetectável = Intransmissível

Por Agência de Notícias da AIDS

Quem tem HIV, faz tratamento antirretroviral e tem carga viral indetectável há pelo menos seis meses não transmite o vírus sexualmente. A afirmação se baseia em diversos estudos com resultados sólidos e conclusivos – HPTN 052 e Partner, de 2016, e Opposites Attract, de 2017 –, os quais têm levado à atualização da mensagem sobre transmissibilidade por parte de autoridades como o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e a Sociedade Internacional de Aids (IAS) , da Suíça.

No Brasil, o Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, também reconheceu, por meio de nota, em 2017, que indetectável é igual a intransmissível.

Com os tratamentos atuais a base de antirretrovirais, cada vez mais pessoas com HIV estão conseguindo reduzir a carga viral no sangue para níveis indetectáveis por testes laboratoriais.

De acordo com o Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), o assunto já é consenso entre cientistas. “Esse conhecimento pode ser empoderador. A consciência de que eles não estão mais transmitindo o HIV sexualmente pode proporcionar um forte senso de que passam a ser agentes de prevenção em sua abordagem para os relacionamentos novos ou já existentes.”

“Pessoas vivendo com HIV em tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável em seu sangue têm um risco negligenciável de transmissão sexual do HIV. Dependendo das drogas empregadas, pode levar até seis meses para que a carga viral fique indetectável. Supressão viral do HIV contínua e confiável requer a seleção de medicamentos apropriados e excelente adesão ao tratamento. A supressão viral do HIV deve ser monitorada para assegurar tanto os benefícios de saúde pessoal quanto de saúde pública”, diz a Declaração Internacional de Consenso Indetectável igual Intransmissível.

A Declaração também é endossada por 550 organizações de 70 países em todo o mundo. Do Brasil, quatro organizações assinaram a Declaração de Consenso: o GIV (Grupo de Incentivo à Vida), o Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo, vHIVo.com e a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids.

Especialistas recomendam ainda que a pessoa com carga viral indetectável faça exames periodicamente. E embora ela não transmita o vírus, pode contrair outras infecções sexualmente transmissíveis, o que deve ser levado em conta quando se vai optar por usar preservativo ou não.

Leia mais sobre o assunto em:
CDC 
The Lancet
Washington Post
Community Partners
GIV
Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids

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UNAIDS lança site ‘Deu Positivo, e Agora?’ com informações essenciais para jovens recém-diagnosticados com HIV

Por UNAIDS Brasil

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lança hoje a plataforma online Deu Positivo, e Agora? (deupositivoeagora.org): um site que reúne informações sobre HIV em linguagem atualizada, clara, acessível, com foco em jovens que acabaram de receber diagnóstico positivo para o HIV, o vírus da imunodeficiência humana. A iniciativa conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO). 

O objetivo é mostrar que o tratamento, quando iniciado precocemente e seguido de forma adequada garante melhor qualidade de vida à pessoa. Estudos científicos já comprovaram que a adesão ao tratamento antirretroviral leva as pessoas vivendo com HIV à redução da carga viral no organismo, alcançando um nível chamado de “indetectável”. Com a carga viral indetectável, o HIV deixa de ser transmitido a outras pessoas—conhecido pela expressão “indetectável = intransmissível”—, o que coloca o tratamento antirretroviral como um dos diversos métodos da Prevenção Combinada.  

 “A gente percebeu que as pessoas, quando recebem o disgnóstico positivo para o HIV, geralmente correm para a internet para buscar informação. Só que percebemos também que, na internet, há muita desinformação”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil. “A ideia do projeto é suprir essa necessidade de informação sobre HIV. Que as pessoas possam chegar e encontrar, em um só lugar, informações que sejam de qualidade, acolhedoras e de uma forma que seja também leve.” 

Além de incentivar a adesão ao tratamento antirretroviral, os materiais reunidos no site têm o objetivo de mostrar que é possível viver com HIV e ser saudável, ter relacionamentos, ter filhos, exercer seus direitos, entre tantos outros pontos. É também mostrar que o diagnóstico positivo para HIV pode ser um novo começo de vida, com uma nova mentalidade, novas conquistas e aprendizados.    

O número de casos de AIDS entre jovens de 15 a 24 anos tem crescido nos últimos dez anos: as taxa de detecção de casos de AIDS entre jovens do sexo masculino nesta faixa etária mais que dobraram em uma década: 3 para 7 casos por 100 mil habitantes (15 a 19 anos) e de 15,6 para 36,2 casos por 100 mil habitantes (20 a 24 anos)—os dados são do Boletim Epidemiológico de HIV 2018, divulgado pelo Ministério da Saúde. Entre mulheres, as taxas têm mostrado uma tendência de queda em quase todas as faixas etárias. 

O Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de renda média e baixa. Apesar disso, a adesão ao tratamento disponível gratuitamente pelo SUS ainda é um desafio. Das pessoas estimadas vivendo com HIV no país, 84% já fizeram o teste de HIV; destas, 75% estão em tratamento para o HIV; e, dentro deste grupo de pessoas em tratamento, cerca de 92% apresentam carga viral indetectável. 

Mesmo com toda a estrutura e medicamentos disponíveis, há um número importante de quase 200 mil de pessoas diagnosticadas com HIV e que, por diversos motivos, não se encontram em tratamento. Os jovens vivendo com HIV estão entre os que apresentam os menores níveis de adesão ao tratamento antirretroviral. A plataforma Deu Positivo, e Agora? surge como uma resposta a deste desafio e busca engajar os jovens oferecendo informações corretas sobre HIV, em linguagem acessível e  livre de estigma e discriminação. 

Além de 12 vídeos com informações essenciais sobre HIV (tratamento, relacionamentos sorodiferentes, filhos, prevenção, direitos, entre outros), o site conta com materiais adicionais como gráficos, resumos dos vídeos, histórias de vida e referências para outros sites oficiais. Participam do projeto influenciadores digitais e pessoas que vivem ou convivem com HIV engajadas como ativistas na área de prevenção e sensibilização sobre a epidemia no Brasil.

O jovem Lucas Raniel, que participa dos vídeos, foi ao programa Altas Horas, da Rede Globo, para falar um pouco sobre o Deu Positivo, e Agora? e conversar com os participantes sobre sua vivência. Lucas contou sobre o momento em que recebeu o diagnóstico positivo para o HIV, sobre a importância da testagem e da prevenção e sobre o conceito ‘indetectável = intransmissível’, entre outros tema. Segundo ele, “a partir do momento que temos diálogo dentro de casa, com o parceiro, com os amigos, com a família, as coisas fluem melhor e as pessoas conseguem ter uma vida sexual mais saudável”.

Clique na imagem e assista ao vídeo no Globoplay

Entendendo a relação do jovem com o HIV   

Esta mesma geração que tem sido mais fortemente afetada pela epidemia é também aquela que hoje busca e recebe informações de forma mais frequente na internet. Uma pesquisa realizada pelo grupo Credit Suisse com jovens brasileiros de 16 a 25 anos (Credit Suisse Youth Barometer 2014) apontou que, para 93% deles, a internet é muito importante, e que, além disso, 63% deles passam mais de duas horas por dia online. 

Outro dado relevante é o fato de que, cada vez mais, as pessoas têm acessado a internet para buscar informações sobre a saúde. Uma pesquisa feita pela seguradora de saúde Bupa, em 2011, a Bupa Health Pulse, constatou que 86% dos brasileiros com acesso à Internet utilizam a rede para buscar orientações sobre saúde, remédios e condições médicas.  A pesquisa mostra, que destes 86%, 68% buscam, online, informações sobre medicamentos, 45% buscam informações sobre hospitais e 41% buscam conhecer, na Internet, experiências de outros pacientes com determinado problema de saúde. Contudo, um dado preocupante é que  somente um quarto das pessoas verifica as fontes das informações.

Embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS

Wanessa Camargo e Mateus Solano, Embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil, postaram em suas redes sociais sobre o Deu Positivo, e Agora?, convidando seus fãs a conhecerem o site.

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Ônibus com 45 passageiros pega fogo em rodovia próximo a Morro do Chapéu

Ônibus ficou completamente destruído. Motorista e todos os passageiros conseguiram sair do veículo a tempo. Foto: Polícia Rodoviária/IrecêRepórter

Por Irecê Repórter

Um ônibus com 45 passageiros pegou fogo na madrugada desta quarta-feira (19), em um trecho da BA-052, próximo ao povoado de Mira Serra, no município de Morro do Chapéu.

O veículo pertence à empresa particular Rabelo Transportes LTDA e era conduzido por Vinicius Reinilton Miranda.

Segundo informações, o motorista e todos os passageiros saíram ilesos do ônibus. Um outro transporte foi providenciado para os passageiros seguirem a viagem.

Ainda não se sabe como o fogo se alastrou no ônibus, que ficou completamente destruído.

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Luizinho Sobral tem prestação de contas da campanha reprovadas pelo TRE

Foto: assessoria/Alba
Foto: assessoria/Alba

Por Bahia.ba

O ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral, teve a prestação de contas da sua campanha a deputado estadual reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

Segundo o parecer da relatora Patricia Cerqueira Kertzman Szporer, o órgão técnico emitiu relatório preliminar solicitando a complementação de informações e esclarecimentos a respeito de falhas detectadas na prestação de contas do político, que ainda não se manifestou, apesar de notificado.

As irregularidades identificadas perfazem o montante de R$ 123.965,71, o que corresponde a 55,96% do total de gastos realizados (R$ 221.512,00), e resultou na desaprovação das contas.

O documento afirma ainda que não foi possível avaliar a ocorrência de saques relacionados aos recursos do Fundo Partidário que se destinaram à composição de Fundo de Caixa.

Além disso, foram constatadas várias outras irregularidades detectadas, havendo inconsistências e divergências que correspondem a significativas quantias, e que não foram devidamente esclarecidas pelo promovente que, apesar de devidamente intimado, permaneceu inerte.

O parecer determina “reconhecer a pertinência da devolução da quantia de R$103.965,71 ao erário, nos termos da legislação de regência, visto que se trata de recurso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)”, e “Com isso, o setor técnico do TRE registrou parecer opinando pela desaprovação das contas, e recomendando o recolhimento ao Tesouro Nacional de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)”.

Irregularidades identificadas somam quase R$ 124 mil, o que corresponde a 55,96% do total de gastos realizados (R$ 221,5 mil).

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CRAS Merenice realiza culminância das atividades de 2018; Dona Neca que completou 100 anos é homenageada

Por Ascom Irecê

O último sábado (15) foi de grande alegria para toda a equipe da Assistência Social do município e para cerca de 2 mil famílias beneficiadas pelos grupos de convivência e fortalecimento de vínculos do CRAS Merenice que participaram do evento de culminância das atividades de 2018, na Praça CEU, com a participação da banda Giramundos.

Na ocasião foram realizadas apresentações com os integrantes das oficinas de balé, teatro, violão, capoeira e também do grupo da terceira idade Arte do Bem Viver, que teve uma das suas integrantes, Dona Neca, homenageada pelos seus 100 anos de vida. Marcaram presença, além da comunidade, o prefeito Elmo Vaz; a representante do Ministério do Desenvolvimento Social, Dra. Simone Martins; o secretário de Assistência Social e vice-prefeito Erício Batista e a coordenadora do CRAS, Alcione Neiva.

Segundo Alcione, esses momentos são de fundamental importância para a integração e a autoestima das famílias. “É maravilhoso poder reunir as pessoas com as quais trabalhamos diariamente nos grupos de convivência nessas ações de inclusão social. Dessa maneira conseguimos reforçar o fortalecimento de vínculos, cumprindo o nosso papel com grande alegria”, disse.

O secretário Erício Batista destacou que mesmo com o evento de culminância, as atividades do CRAS não param. “Este é um momento de mostrar o trabalho e de confraternizar, mas o nosso trabalho é contínuo. Hoje beneficiamos cerca de 2 mil famílias nos grupos de convivência e oficinas, com destaque para o serviço para os idosos, que abrangem a sede e também os povoados”, explicou. “É uma grande alegria poder homenagear Dona Neca, que chega aos 100 anos sendo um exemplo de vitalidade para todos nós”, comemora.

Veja Galeria de Imagens:

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Deu xabú na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Irecê, na noite deste sábado (15)

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Frustração: partidários lotaram a Câmara, esperando nova Mesa Diretora. Adiada para dia 20 – Foto: Gilberto Neiva

Por Cultura&Realidade

Por volta das 19h deste sábado, 15, o presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Amorim “Figueiredo”, abriu a Sessão para a realização da Eleição da Mesa Diretora da casa, para o próximo período legislativo. Após fazer a chamada nominal dos vereadores, constatando a presença dos quinze parlamentares, declarou aberta a sessão.

Em seguida, atendendo uma questão de ordem do vereador Murilo Franca Paiva Silva, que disse ter sido prejudicado como o processo transcorreu até o momento, leu Parecer Jurídico que aponta inconstitucionalidade das duas chapas registradas para a disputa, uma vez que o regulamento da Câmara não permite reeleição.

“Figueiredo” declarou cassadas as duas chapas registradas e concedeu cinco dias para que os interessados possam reformular as suas composições, remarcando a eleição para o próximo dia 20, podendo as chapas concorrentes serem registradas até uma hora antes da votação.

As duas chapas registradas dispõem de componentes que são membros da atual Mesa Diretora. Paulo Joaquim, atual secretário, aparece como candidato a presidente na Chapa 1, e na Chapa 2, que apresenta Tertuliano Libório como candidato a presidente, consta o atual presidente “Figueiredo”, como candidato a vice-presidente.

As presenças de dois candidatos concorrentes nessa eleição, sendo atuais membros da Mesa Diretora em exercício, foram consideradas inconstitucionais pelo Parecer Jurídico apresentando e por isso foram cassadas.

OPOSIÇÃO FORÇA SESSÃO

Mesmo com a Sessão de Eleição suspensa pelo atual presidente da Casa, a Chapa 1, liderada pelo vereador Paulo Joaquim, forçou na realização de uma nova Sessão. Após alguns momentos da suspensão inicial, eles abriram novo conclave parlamentar, sob a presidência do atual vice-presidente Edilson Cachoeira, com as presenças dos oito vereadores oposicionistas.

Fizeram chamada, leram versículos da Bíblia, entonaram o Hino Nacional e em seguida realizaram a eleição, considerada ilegal pelos vereadores situacionistas. Os ex-prefeitos Luizinho Sobral e Beto Lelis se fizeram presentes nesta segunda sessão.

Sobre o ato dos vereadores da oposição realizarem “na tora” uma sessão, considerada não regimental, o vereador Figueiredo disse que a oposição “visa tão somente atrapalhar o processo democrático, mas não tem nenhum valor legal”, concluiu, confirmando a Sessão Extraordinária para eleição da Mesa Diretora no dia 20, quinta-feira, às 10h da manhã.

Vereadores de oposição força Sessão, considerada ilegal pela situação – Foto: Colaboradora amadora

Luizinho compareceu na Sessão realizada pela oposição – Foto: Fac simille de vídeo

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Em última Sessão Ordinária de 2018, Bancada de Oposição mostra força, reprova projeto do Executivo e aprova nota de Repúdio a Secretária de Saúde de Irecê-BA

Por Juliano Ferreira

A Câmara Municipal de Irecê realizou nesta quinta-feira (13/12) a última Sessão Ordinária do ano. Decana da casa, com 8 mandatos, Valdereis Ferreira Lopes apresentou uma moção de repúdio a Secretária de Saúde Dulce Barreto. “Esta é a segunda vez que vou a Secretaria e presenciei como o ser humano é tratado neste setor, meu repúdio a esta Secretária!”, disparou Valdereis.

“Faltam exames, medicamentos, me parece que o Ministério Público não está ajudando. A questão da saúde das mulheres é grave com o câncer de mama. O dinheiro público é nosso, é do povo de Irecê”, pontuou. Tertuliano Leal, líder do Governo na Câmara e membro da Comissão de Justiça e Redação contra argumentou para que a moção de repúdio fosse revista, em sua redação, junto com Murilo Franca, relator da Comissão de Justiça e Redação mas não adiantou. “Eu não quero mudar a redação”, foi o ultimato de Valdereis. Por 7 votos a 4, a moção foi aprovada.

Consuelo Dourado também mostrou preocupação com a situação da saúde em Irecê. “Há unidades de saúde sem medicamento. Saúde deve ser prioridade. A Unidade Satélite do Baixão de Zé Preto está desativada. Ninguém tá pedindo. Isso é um direito que nos assiste”.

Única vereadora ausente na Sessão, Margarida Cardoso foi citada por Toinho do Judô, de que o convite já fora feito várias vezes por ela para que a Secretária de Saúde use a tribuna do Legislativo e explique sobre a questão da saúde do município. Valdereis Lopes pediu que a moção de repúdio chegasse ao Prefeito e ao Governador Rui Costa, a nota fala inclusive em “desvio de recursos públicos”.

O Projeto de Lei que cria o Dia Municipal do Judô foi apresentado por Antônio de Jesus, aprovado por unanimidade e acompanhado por Senseis e lutadores da arte marcial.

Foi aprovado também o Projeto de Lei que dispõe de isenção de IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano para pessoas com doenças graves.

O Projeto de Lei para criação de banheiros públicos em eventos públicos para pessoas com deficiência, de autoria de Meire Joyce também foi aprovado por unanimidade.

O Projeto de Lei que cria a Procuradoria Especial da Mulher em Irecê, apresentado por Consuelo Dourado foi aprovado.

O Projeto de Lei que cria a Escola Cívica Brasileira com atuação em Umbuzeiro, de autoria de Fabiano Bia, foi aprovado. Fabiano Bia também indica ao Governador Rui Costa a abertura de posto avançado do INEMA em Irecê, que está em Seabra.

O Projeto de Lei que cria o Dia Municipal da Juventude também foi aprovado, com a presença do Movimento Coletivo Jovem, para cada 3º domingo de cada ano. Murilo Franca sugeriu a criação do Conselho Municipal da Juventude para um maior aprofundamento das discussões.

Taíse Torres recebeu uma moção de aplauso por seu projeto social desenvolvido com o Pedal Beneficente pela luta que ela abraçou para parar de fumar e ajudar o próximo.

O Projeto de Lei que cria o Fundo Municipal da Educação não foi aprovado. Léo da Unibel, líder da bancada de oposição pediu a retirada da pauta. “Convidamos o Secretário de Educação para usar a tribuna e nos falar sobre a Educação de Irecê e ele não compareceu”, pontuou. O projeto foi reprovado por 7 votos a 5.

A última Sessão Ordinária de 2018 se revelou desafiadora para o Prefeito Elmo Vaz, pois perdendo a maioria na Câmara, haverá dificuldades em aprovar projetos do Executivo e o diálogo será um caminho necessário.

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