Sebrae Bahia funciona em esquema especial nesta semana

Colaboradores estarão em reunião interna de planejamento entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro

O Sebrae Bahia vai funcionar em esquema especial entre os dias 29 de janeiro de 2 de fevereiro. Os colaboradores da instituição estarão em uma reunião interna de planejamento durante o período. Em Salvador, Paulo Afonso e Vitória da Conquista os pontos de atendimento estarão fechados.

As unidades regionais de Barreiras, Irecê, Teixeira de Freitas, Ilhéus, Jacobina e Juazeiro estarão abertas, mas não haverá agendamento de atendimento para este período. Os pontos de atendimento de Feira de Santana estarão abertos para realização de inscrições nas oficinas, mas não haverá agendamento de atendimento para esse período.

A regional em Santo Antônio de Jesus estará aberta, mas não haverá agendamento de atendimento para esse período. Será realizada apenas coleta de informações para inscrições em oficinas. Em Valença o ponto de atendimento estará fechado até a manhã do dia 02/02 (manhã).

Agência Sebrae de Notícias Bahia

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Irecê-BA: Discussão entre secretário de governo e vereadora da oposição termina na delegacia

Segundo o registro, o secretário alega que a vereadora tentou macular sua honra efetuando nas redes sociais.

Após declarações dadas em grupos de política, nas redes sociais, o secretário de governo João Gonçalves (Rede) esteve na delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência contra a vereadora Margarida Cardoso, presidente do Podemos em Irecê.

Segundo o registro, o secretário alega que a vereadora tentou macular sua honra efetuando nas redes sociais declarações mentirosas a seu respeito.

Um dos moderadores do grupo Política de Irecê e Região, João da Hora, atestou em seu depoimento na delegacia que a vereadora Margarida Cardoso apesar do ato impensado de questionar a idoneidade das pesquisas eleitorais apresentadas por Gonçalves no seu jornal Cultura e Realidade, também foi vítima de ataques pessoais por parte da sobrinha do autor.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia da 14º Coorpin de Irecê.

Caraíbas FM

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América Latina: Se suicidó el hijo mayor de Fidel Castro, según la prensa oficial de Cuba

Castro Díaz-Balart, el único hijo nacido del matrimonio del ex-presidente cubano con Mirtha Díaz-Balart y al que en la isla se conocía popularmente como “Fidelito”, se encontraba bajo un “estado depresivo profundo” desde hace varios meses, informó la televisión estatal de la isla

El primogénito del fallecido ex presidente cubano Fidel Castro, Fidel Castro Díaz-Balart, de 69 años, murió hoy en La Habana, aparentemente por suicidio, informó la televisión estatal de la isla.

Castro Díaz-Balart, el único hijo nacido del matrimonio de Fidel Castro con Mirtha Díaz-Balart y al que en la isla se conocía popularmente como “Fidelito”, se encontraba bajo un “estado depresivo profundo” desde hace varios meses, según la misma fuente.

Periodistas locales, como la conocida reportera y activista Yoani Sánchez, confirmaron la noticia en Twitter.

La televisión oficial acaba de anunciar que se suicidó Fidel Castro Díaz-Balart, el primogénito de Fidel Castro. 

El fallecido, físico nuclear, era asesor científico del Consejo de Estado de Cuba, máximo órgano de gobierno de la isla, y vicepresidente de la Academia de Ciencias del país caribeño.

Noticia en desarrollo.

Agencia Prensa Latina/Cuba

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Eleições 2018: Bolsonaro pede que TSE suspenda pesquisa eleitoral do Datafolha

Por Conjur

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que impeça a divulgação de pesquisa feita pelo instituto Datafolha.

Saiba mais:

Eleições 2018: Lula lidera pesquisa em todos os cenários, diz Datafolha

O presidenciável afirma que os questionamentos feitos no levantamento sobre as eleições deste ano são tendenciosos, com “nítido objetivo de manipular, não apenas o eleitor consultado, mas também aqueles que do seu conteúdo tiverem conhecimento”.

O parlamentar diz ainda que os objetivos da suposta manipulação são beneficiar “determinada candidatura, cujo registro perante o TSE é natimorto” e difamar o militar da reserva com informações falsas. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE. O número do Processo é 0600077-24.2018.6.00.0000.

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Eleições 2018: Lula lidera pesquisa em todos os cenários, diz Datafolha

Foto: Marlene Bergamo/FolhaPress

Por Bruno Boghossian/Folha de S.Paulo

Levantamento realizado na segunda (29) e na terça (30) mostra que o ex-presidente Lula manteve vantagem sobre os rivais, com até 37% das intenções de voto, é o que revela a pesquisa DataFolha publicada hoje (31) na Folha de S.Paulo.

Bolsonaro aparece em primeiro lugar no principal cenário sem Lula, com 18%. Ele supera Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Luciano Huck (sem partido).

Marina lidera o segundo pelotão, com 13%. Ciro (10%), Alckmin (8%) e Huck (8%) estão tecnicamente empatados.

O Datafolha fez 2.826 entrevistas em 174 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 05351/2018.

Apesar de liderar a corrida sem Lula, Bolsonaro parou de crescer. Ele oscilou negativamente em todos os quadros apresentados na pesquisa, em comparação com o levantamento de novembro.

No início de janeiro, reportagens da Folha de S.Paulo revelaram que o patrimônio de Bolsonaro e de sua família se multiplicou depois que ele entrou na política, e que o deputado recebe auxílio-moradia da Câmara apesar de ser dono de apartamento em Brasília.

As intenções de voto do deputado também ficaram estáveis nas simulações de segundo turno. Ele seria derrotado tanto pelo ex-presidente Lula (49% a 32%) quanto pela ex-senadora Marina Silva (42% a 32%).

A pesquisa indica ainda que o ex-presidente Lula conserva força eleitoral mesmo com a condenação a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

O petista lidera o primeiro turno em todos os cenários em que seu nome é colocado, com percentuais que variam de 34% a 37%. No segundo turno, venceria Alckmin (49% a 30%) e Marina (47% a 32%), além de Bolsonaro.

A condenação de Lula pode torná-lo inelegível, mas sua participação na campanha depende de uma decisão do TSE que só deve ocorrer em setembro. Até lá, ele pode se apresentar como pré-candidato e recorrer a tribunais superiores para garantir seu nome na disputa.

A saída de Lula impulsionaria principalmente Marina e Ciro Gomes. Na comparação de cenários com e sem a participação do ex-presidente, Marina passa de 8% para 13%, enquanto Ciro cresce de 6% para 10%.

Outros candidatos também crescem quando Lula está fora do páreo, mas de forma mais tímida: tanto Geraldo Alckmin quanto Luciano Huck sobem de 6% para 8%.

No cenário sem Lula, um dos possíveis candidatos do PT, o ex-governador baiano Jaques Wagner, aparece com 2%. O percentual de eleitores que diz não saber em quem votar ou que votaria em branco ou nulo sobe de 16% para 28% quando o ex-presidente não é um dos candidatos.

Huck reestreou na pesquisa empatado com Alckmin em todos os cenários.

O apresentador da Rede Globo havia afirmado, em artigo publicado em novembro na Folha, que não vai disputar a eleição, mas apareceu em janeiro no “Domingão do Faustão” com um discurso político e continua sendo cortejado por partidos para concorrer ao Planalto.

Favorito para se candidatar à Presidência pelo PSDB, Alckmin patina em todos os cenários do Datafolha. O tucano tem de 6% a 11% das intenções de voto.

No segundo turno, o tucano seria derrotado por Lula e aparece tecnicamente empatado em uma disputa com Ciro Gomes. Nesta segunda simulação, quase um terço dos eleitores diz que votaria em branco ou nulo.

A dificuldade enfrentada por Alckmin para subir nas pesquisas provocou questionamentos dentro de seu próprio partido sobre a viabilidade de sua candidatura.

Potencial alternativa ao governador no PSDB, o prefeito paulistano João Doria também não decolou: aparece com, no máximo, 5% das intenções de voto.

Os gráficos com os nove cenários disponíveis para a disputa presidencial estão disponíveis na publicação original no site da Folha de S.Paulo e pode ser acessada aqui.

Veja os cenários para a corrida presidencial no 2º turno em 2018:

Veja os candidatos com maiores índices de rejeição no 1º turno:

Os gráficos são da Editoria de Arte da Folha de S.Paulo.

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IV Festival de Teatro da Caatinga encerra com sessão lotada; Prefeito Elmo Vaz (PSB) disse que vai lutar por Teatro em Irecê

Por Ascom/Prefeitura de Irecê

A IV edição do Festival de Teatro da Caatinga foi um sucesso. O evento levou para Irecê grupos teatrais baianos e de outros estados, além de atrações internacionais da Bélgica e Espanha, e foi encerrado no último sábado (27) com a com a exibição do espetáculo Dubididum Taratata, da Cia Comboio de Teatro, do Rio Grande do Norte, no auditório do Colégio Modelo.

De acordo com o diretor artístico e curadoria do festival, Paulo Atto, o evento teve sessões lotadas todos os dias. “Tivemos filas diariamente, e os artistas ficaram muito felizes com a casa cheia sempre”, afirmou. “Fizemos um  evento que mostrou de forma significativa o teatro na Bahia, dialogando também com Companhias de fora, promovendo uma integração muito bacana”, disse.

Saiba mais:
Irecê-BA: IV Festival de Teatro da Caatinga movimenta a cena cultural a partir de hoje (19)

Confira Galeria de Imagens por Waldson Alves:
Ensaio: O Sertão e o Mundo (19.01) no IV Festival de Teatro da Caatinga

Para Atto, o teatro em Irecê é uma manifestação artística muito forte, que tem um público consistente e muita gente envolvida. “Além disso, o prefeito Elmo Vaz é um cara da Cultura e tem muita sensibilidade com o tema”, disse, destacando que o evento recebeu uma média de 4 mil pessoas em nove dias de programação. “Apresentamos uma grade rica e diversificada, que agradou em cheio”.

O prefeito Elmo Vaz (PSB) destacou ainda as oficinas e os cursos que foram realizados durante o festival. “O público de Irecê assistiu excelentes peças, com grupos de teatros muito diversos. Cultura também faz parte das necessidades básicas, e após este festival estou convencido de que Irecê precisa de um teatro. Nossa gestão vai lutar por isso”, pontuou Vaz.

Elmo lembrou ainda que o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), anunciou uma emenda parlamentar no orçamento da União, no valor de R$ 150 mil, que vai possibilitar a realização da quinta edição do evento. “Com esse recurso vamos continuar levando cultura a nossa gente”.

O IV Festival de Teatro da Caatinga aconteceu em parceria com a Secretaria de Cultura da Prefeitura de Irecê, com apoio financeiro do Fundo de Cultura, Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e Secretaria da Fazenda do Governo do Estado da Bahia, sendo vencedor do Edital Nº 22/2016 – Setorial de Teatro da Funceb.

Com Edição de Juliano Ferreira/IrecêPress
Fotos: Waldson Alves

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Ensaio: O Sertão e o Mundo (19.01) no IV Festival de Teatro da Caatinga

IrecePress publica a partir de hoje (26.01), uma série de Ensaios Fotográficos por Waldson Alves. O fotógrafo faz a cobertura do IV Festival de Teatro da Caatinga, que acontece em Irecê desde o dia 19 de janeiro.

A Peça O Sertão é o Mundo é baseada na Obra de Guimarães Rosa e resultado da Oficina de Atores, uma das propostas dentro da programação do Festival.

Confira as imagens: 

Da Redação/IrecePress.com

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Reitoria da UNEB divulga nota de repúdio ao assassinato de Márcio Matos, militante do MST e ex-aluno do Pronera/UNEB

Foto: Redes Sociais

A Reitoria da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) repudia com veemência o assassinato do jovem Márcio Matos, ocorrido ontem (24) no município de Iramaia, Bahia.

Marcinho, como era conhecido, foi aluno do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA/UNEB), em Teixeira de Freitas. O jovem militante se destacou na defesa da reforma agrária, na Bahia e no Brasil, na luta pela desapropriação de latifúndios e superação das desigualdades sociais.

Leia mais:

Chapada Diamantina: Líder do MST na região Márcio Matos é assassinado no município de Iramaia

Atuou como dirigente nacional e estadual do Movimento Trabalhadores sem Terra (MST) e, atualmente, como secretário de Administração do município de Itaetê.

A UNEB exige que os poderes públicos envolvidos apurem os fatos desse crime com celeridade e o rigor da lei, e expressa sua solidariedade e apoio aos familiares e amigos.

Salvador, 25 de janeiro de 2018

Reitoria da UNEB

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Número de assassinatos de travestis e transexuais é o maior em 10 anos no Brasil

Helena Martins/Agência Brasil

 

Dandara Kataryne, de 42 anos, foi assassinada em Fortaleza. Foto: Fred Bottrel/EM/DA Press

Fevereiro de 2017. Era dia e pessoas passavam enquanto pelo menos três homens espancavam Dandara dos Santos, 42 anos. A violência vivida ao longo de toda uma vida chegou, em uma rua do bairro Bom Jardim, na periferia de Fortaleza, ao máximo. As cenas foram registradas em vídeo pelos próprios algozes. As imagens, que ganharam as redes sociais um mês depois do fato, foram interrompidas antes do ato final da sessão de tortura: os tiros disparados contra Dandara.

Dandara era travesti. No vídeo, o motivo do assassinato é gritado pelos homens, que zombam de sua condição e demonstram intolerância. A causa foi posteriormente confirmada pela polícia cearense.

O caso ilustra tantos outros que ocorrem no Brasil. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas em 2017 foram contabilizados 179 assassinatos de travestis ou transexuais. Isso significa que, a cada 48 horas, uma pessoa trans é assassinada no Brasil. Em 94% dos casos, os assassinatos foram contra pessoas do gênero feminino.

Os dados são detalhados no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017, lançado nesta quinta-feira (25), pela Antra, em Brasília.

A secretária de Articulação Política da Antra e autora do estudo, Bruna Benevides, disse que a violência está atrelada não ao exercício da sexualidade, mas à identidade de gênero. “A gente diz que o machismo é a sementre do ódio e do preconceito. É como se os corpos dessas pessoas que desafiam as normas tivessem que ser expurgados da sociedade. E é isso que a sociedade tem feito”, disse.

O relatório destaca que o número de assassinatos em 2017 é o maior registrado nos últimos 10 anos. Apenas entre 2016 e 2017 houve um aumento de 15% de casos notificados. A organização aponta que a situação mantém o Brasil no posto de país onde mais são assassinados travestis e transexuais no mundo. Em segundo lugar está o México, com 56 mortes. A comparação é feita tendo como base os dados da ONG Internacional Transgender Europe (TGEU).

No Brasil, de acordo com o mapa, o Nordeste é a região que concentra o maior número de mortes,  69. Depois estão o Sudeste, com 57; o Norte e Sul, com 19 cada; e o Centro-Oeste, com 15. Em números absolutos, Minas Gerais é o estado que mais mata a população trans. Em 2017, 20 pessoas trans foram mortas em decorrência do preconceito contra sua identidade de gênero. Na Bahia, foram 17. Em São Paulo, 16, mesmo número do Ceará. No Rio de Janeiro, 14, como em Pernambuco. Alagoas, Espírito Santo e Palmas registraram sete mortes cada um. Mato Grosso, seis. Cinco pessoas trans foram assassinadas no Amazonas, Goiás, Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina. No Tocantins, 3. Já o Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Sergipe somam duas mortes cada. Uma morte ocorreu no Acre, Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

Perfil das vítimas

A maior parte das vítimas da violência transfóbica possui características semelhantes. Além do gênero, a idade é um fator que merece destaque. No relatório, não foi possível identificar a idade de 68 pessoas. Das outras 111, 67,9% tinham entre 16 e 29 anos. Pessoas que foram assassinadas entre os 30 e 39 anos representam 23% do total, ao passo que as entre 40 e 49 anos, 7,3%. Já as maiores de 50 anos, 1,8%.

De acordo com Bruna Benevides, os dados confirmam a baixa expectativa de vida da população trans. Baseada em pesquisas, a Antra aponta que ela é de cerca de 35 anos, metade da média da população brasileira. “Infelizmente, no Brasil, ser travesti e transexual é estar diretamente exposta à violência desde muito jovem. Começa na infância, família, depois na segunda instituição social que é a escola, que forma pessoas preconceituosas que vão reproduzir esse preconceito na sociedade em geral”, detalha.

As vítimas também têm cor preferencial. De acordo com o mapa, “80% dos casos foram identificadas como pessoas negras e pardas, ratificando o triste dado dos assassinatos da juventude negra no Brasil”. Associando diferentes formas de opressão, Bruna Benevides conclui que, “não é seguro, hoje, no Brasil, ser travesti e transexual, como não é seguro ser mulher e negro no país”.

Do total das pessoas mortas, 70% eram profissionais do sexo. Daí também o fato de 55% dos crimes terem ocorrido nas ruas. Para a Antra, os dados mostram “o ódio às prostitutas, em um país que ainda não existe uma lei que regulamente a prostituição que, apesar de não ser crime, sofre um processo de criminalização e é constantemente desqualificada por valores sociais pautados em dogmas religiosos que querem manter o controle dos seus corpos e do que fazemos com eles”.

Requintes de crueldade

Ao adentrar a história desses assassinatos, a Antra detalhou também os tipos de agressões praticadas. Apenas em sete casos não foi possível, por exemplo, identificar o instrumento utilizado no ato criminoso. Conclui que, dentre os identificados, em 52% as mortes foram cometidas com o uso de armas de fogo; em 18% por arma branca e, em 17%, por espancamento, asfixia e/ou estrangulamento. Em muitos, houve associação de mais de um tipo de arma.

“A associação mais comum é com a agressão física, tortura, espancamento e facadas. 85% dos casos os assassinatos foram apresentados com requintes de crueldade como uso excessivo de violência, esquartejamentos, afogamentos e outras formas brutais de violência. O que denota o ódio presente nos casos. Onde vemos notícias de corpos gravemente mutilados, tendo objetos introduzidos no ânus das vítimas, tendo seus corpos incendiados e jogadas de viadutos”, diz o texto.

“Não é só matar. É matar, esquartejar. Para expurgar toda e qualquer possibilidade de existência e também de humanidade”, analisa Bruna. Apesar dessa situação, a impunidade também é uma marca presente nesses crimes, conforme a associação. De acordo com o relatório, foram encontradas notícias de apenas 18 casos em que os suspeitos foram presos, o que representa pouco menos de 10% do total.

Subnotificação

A autora do relatório aponta que, por não existirem dados oficiais sobre a violência contra a população trans no Brasil, o levantamento anual é feito a partir de pesquisa em matérias de jornais e informações que circulam na internet, bem como de relatos que são enviados para a organização. A coleta é diária e manual. Ao longo desse trabalho, as informações são inseridas em um mapa virtual, que detalha nome, identidade de gênero da vítima, local da morte e o que mais estiver disponível.

A falta de dados não permitiu, por exemplo, a inclusão na lista de sete mortes que não puderam ser tipificadas como assassinatos, bem como aquelas que ocorreram no exterior. O relatório também não incluiu o número de suicídios, por não serem necessariamente derivados da condição de gênero, embora as organizações que reúnem pessoas trans apontem o alto índice de suicídios decorrentes do preconceito, violências e outras dificuldades que marcam a vida de travestis e transexuais.

“Nós forjamos formas de levantar dados, já que o Estado não os têm. Não há, por exemplo, uma política de respeito ao uso do nome social pela polícia nos boletins de ocorrência. Sobra pra gente traçar estratégia”, aponta. Antes da Antra, o Grupo Gay da Bahia (GGB) já fazia esse mapeamento. Uma semana atrás, foi lançado levantamento do grupo sobre a morte de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O relatório apontou a ocorrência de 445 mortes, número também recorde.

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